{"id":142316,"date":"2023-09-14T22:08:30","date_gmt":"2023-09-15T01:08:30","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/09\/14\/gilberto-gil-entre-turnes-e-tema-de-livros-ilustrados-se-diz-eterno-tropicalista\/"},"modified":"2023-09-14T22:08:30","modified_gmt":"2023-09-15T01:08:30","slug":"gilberto-gil-entre-turnes-e-tema-de-livros-ilustrados-se-diz-eterno-tropicalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/09\/14\/gilberto-gil-entre-turnes-e-tema-de-livros-ilustrados-se-diz-eterno-tropicalista\/","title":{"rendered":"Gilberto Gil, entre turn\u00eas e tema de livros ilustrados, se diz eterno tropicalista"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Gilberto Gil est\u00e1 ocupado. Entre shows, lan\u00e7amentos e entrevistas, o artista, uma das maiores refer\u00eancias em termos de m\u00fasica no Brasil, n\u00e3o tem encontrado brechas para ensaiar m\u00fasicas que gostaria de incluir no repert\u00f3rio de suas pr\u00f3ximas apresenta\u00e7\u00f5es -caso de &#8220;Ladeira da Pregui\u00e7a&#8221; e &#8220;O Rouxinol&#8221;.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>&#8220;A exiguidade de tempo est\u00e1 muito forte&#8221;, ele diz, falando \u00e0 reportagem por v\u00eddeo, de sua casa no Rio de Janeiro. &#8220;Eu deveria ter mais tempo para ensaiar, testar e experimentar a entrada e sa\u00edda eventuais de m\u00fasicas. Mas estou sem tempo.&#8221;<\/p>\n<p>Gil se refere aos 19 shows que far\u00e1 na Europa, entre o fim deste m\u00eas e o come\u00e7o de novembro. Antes, em S\u00e3o Paulo, ele faz as \u00faltimas apresenta\u00e7\u00f5es da turn\u00ea atual, &#8220;N\u00f3s a Gente&#8221;, organizada pela Natura e em que toca com a fam\u00edlia. Tamb\u00e9m \u00e9 tema de dois livros ilustrados pelo artista Daniel Kondo, lan\u00e7ados pela WMF Martins Fontes.<\/p>\n<p>A exemplo de \u00edcones da m\u00fasica de outros pa\u00edses, caso de Bob Marley na Jamaica e Fela Kuti na Nig\u00e9ria, a fam\u00edlia de Gil mant\u00e9m e desenvolve o legado art\u00edstico do patriarca. Mas, diferente dos outros dois, o tropicalista continua em atividade, e o trabalho musical dos herdeiros se d\u00e1 em parceria com ele.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o fam\u00edlias que cresceram num ambiente saturado de m\u00fasica&#8221;, ele diz, citando os contempor\u00e2neos que j\u00e1 morreram. &#8220;A rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 muito favor\u00e1vel a essa precipita\u00e7\u00e3o. A m\u00fasica se precipita o tempo todo nos cadinhos.&#8221;<\/p>\n<p>Para Gil, na turn\u00ea -encerrada no Espa\u00e7o Unimed, entre quinta (14) e s\u00e1bado (16)-, o palco acaba sendo uma extens\u00e3o da pr\u00f3pria conviv\u00eancia familiar. \u00c9 um ambiente t\u00e3o confort\u00e1vel que mesmo nos shows na Europa, em giro chamado &#8220;Aquele Abra\u00e7o&#8221; e formato reduzido, ele ser\u00e1 acompanhado pelos filhos Bem e Jos\u00e9 e pelos netos Jo\u00e3o e Flor.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Gil \u00e9 retratada em um dos dois livros ilustrados por Kondo, chamado &#8220;N\u00f3s, a Gente&#8221;, com letras de m\u00fasicas do repert\u00f3rio da turn\u00ea e uma entrevista com o cantor. O outro, &#8220;Andar com F\u00e9&#8221;, traz interpreta\u00e7\u00f5es do artista para m\u00fasicas do compositor.<\/p>\n<p>Esse segundo livro inaugura uma cole\u00e7\u00e3o chamada Letrailustre, em que artistas visuais criam obras a partir do cancioneiro de m\u00fasicos consagrados.<\/p>\n<p>&#8220;A coisa gr\u00e1fica dele tem essa marca do modo atual, muito informado pelas t\u00e9cnicas digitais. O desenho dele tem a ver com essa nova fase do grafismo&#8221;, diz Gil. &#8220;Tamb\u00e9m tem muito talento, t\u00e9cnica e \u00e9 criativo. Fez os livros com esses aspectos.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 mais um livro sobre Gil que n\u00e3o \u00e9 feito diretamente por ele. O cantor j\u00e1 colaborou com Carlos Renn\u00f3 em &#8220;Todas as Letras&#8221;, com as letras de m\u00fasicas dele comentadas, e com Antonio Ris\u00e9rio no biogr\u00e1fico &#8220;Gilberto Gil &#8211; Expresso 2222&#8221;, mas nunca escreveu sobre sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ele continua sem querer um livro de mem\u00f3rias. &#8220;Minha vida \u00e9 muito exposta, p\u00fablica -e a da minha fam\u00edlia tamb\u00e9m&#8221;, afirma. O baiano acredita que muito j\u00e1 foi dito sobre sua vida e obra, tamb\u00e9m contemplada em registros audiovisuais -como a s\u00e9rie documental &#8220;Em Casa com os Gil&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda assim, recentemente, pesou sua participa\u00e7\u00e3o na tropic\u00e1lia com um texto biogr\u00e1fico, &#8220;Antropofagia e Tropic\u00e1lia&#8221;, apresentado na Academia Brasileira de Letras. Segundo o jornalista Claudio Leal escreveu nesta Folha, trata-se da mais importante reflex\u00e3o textual de Gil sobre o movimento que integrou.<\/p>\n<p>Ele diz que s\u00f3 escreveu o texto porque foi provocado, e que o assunto tropic\u00e1lia j\u00e1 foi t\u00e3o estudado que est\u00e1 praticamente esgotado. Mas tamb\u00e9m admite que a fagulha gerada principalmente por Gil e Caetano Veloso continua acesa -em sua obra e na vida art\u00edstica do Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Serei sempre tropicalista&#8221;, diz. &#8220;O que foi desejo, ambi\u00e7\u00e3o e impulso da tropic\u00e1lia continua, fragmentariamente, ao longo de todo o meu trabalho -e no de Caetano tamb\u00e9m. E foi desdobrado na obra de tantos artistas que tiveram no tropicalismo uma fonte de entendimento.&#8221;<\/p>\n<p>A fragmenta\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, \u00e9 um termo bastante usado por Gil para descrever os tempos em que vivemos. Ele define a tropic\u00e1lia como um dos \u00faltimos movimentos modernistas &#8211; &#8220;quase na fronteira com o p\u00f3s-modernismo&#8221;. Desde ent\u00e3o, diz, &#8220;vivemos uma fragmenta\u00e7\u00e3o intensa e acelerada&#8221;.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Gil v\u00ea a m\u00fasica brasileira como extremamente diversa, ampla e abrangente. Descarta que ela precise de mudan\u00e7as ou atualiza\u00e7\u00f5es -como os tropicalistas desejaram e realizaram h\u00e1 mais de 50 anos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um pouco &#8216;chega de saudades'&#8221;, diz. &#8220;N\u00e3o tem muito sentido ficar buscando os modos antigos de avalia\u00e7\u00e3o do que poderia ser considerado brasileiro ou n\u00e3o. Esse conflito entre o nacional e o internacional, essas coisas, sa\u00edram da pauta.&#8221;<\/p>\n<p>O encantamento do mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 criatividade musical brasileira, diz Gil, \u00e9 anterior \u00e0 bossa nova, e segue forte at\u00e9 hoje -seja atrav\u00e9s do funk ou dos &#8220;h\u00edbridos de reggae ou de hip-hop e todas essas denomina\u00e7\u00f5es plurais que existem hoje&#8221;. &#8220;Quando \u00e9 feito pelo brasileiro, provoca uma luminosidade especial.&#8221;<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es a essa regra. O estilo musical mais ouvido no Brasil, o sertanejo, \u00e9 apreciado internamente, mas n\u00e3o encanta o resto do mundo como outros g\u00eaneros feitos por aqui.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez seja porque o sertanejo brasileiro tenha se afunilado demais numa dire\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, menos abrangente&#8221;, diz. &#8220;Talvez a est\u00e9tica geral pague um tributo muito forte ao country, a essa m\u00fasica americana. Mas \u00e9 um mist\u00e9rio.&#8221;<\/p>\n<p>Outro sinal dessa fragmenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos modos eletr\u00f4nicos de produ\u00e7\u00e3o musical -incluindo o funk brasileiro. Seu sentimento sobre essa maneira de fazer m\u00fasica, diz Gil, est\u00e1 expresso na composi\u00e7\u00e3o &#8220;M\u00e1quina de Ritmo&#8221;.<\/p>\n<p>A m\u00e1quina a que ele se refere pode ser, fisicamente, as MPCs, midi production center, ou, digitalmente, os computadores. S\u00e3o sistemas que reproduzem trechos de grava\u00e7\u00f5es existentes, os samples. Podem conter &#8220;mais de 100 milh\u00f5es de bambas, de escolas de samba virtuais&#8221;, como canta o tropicalista.<\/p>\n<p>&#8220;A pletora dos tambores africanos e centro-americanos se espalharam pelo mundo, de modo que qualquer menino com uma m\u00e1quina de ritmo reproduz -se n\u00e3o na ess\u00eancia, mas na aproxima\u00e7\u00e3o- sons particulares, regionais. Isso faz da m\u00fasica hoje uma coisa muito extensa.&#8221;<\/p>\n<p>Aos 81 anos, Gil tamb\u00e9m mant\u00e9m sua opini\u00e3o sobre a miscigena\u00e7\u00e3o. Para parte dos movimentos negros, o elogio \u00e0 mistura de ra\u00e7as e etnias resultou no mito da democracia racial, um artif\u00edcio para mascarar a exist\u00eancia do racismo.<\/p>\n<p>A miscigena\u00e7\u00e3o est\u00e1 no centro da obra de Gil. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na minha obra -est\u00e1 na forma\u00e7\u00e3o do Brasil e do mundo atual&#8221;, diz. &#8220;As conex\u00f5es entre ra\u00e7as, culturas e etnias -isso est\u00e1 no mundo inteiro, e \u00e9 muito forte hoje em dia. Os povos tendem a se misturar cada vez mais, a ter curiosidade uns em rela\u00e7\u00e3o aos outros.&#8221;<\/p>\n<p>Mas ele acha que esse debate \u00e9 natural. &#8220;H\u00e1 d\u00edvidas hist\u00f3ricas, \u00e9 muito evidente. Precisam ser resgatadas, n\u00e3o s\u00f3 aqui mas em v\u00e1rios lugares -os Estados Unidos s\u00e3o um exemplo claro. A escravid\u00e3o dos povos negros africanos deixou marcas dif\u00edceis. \u00c9 um pouco isso que informa a radicaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos anti-miscigena\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Agora, [n\u00e3o d\u00e1 para] negar o fato de que n\u00f3s temos uma hibridiza\u00e7\u00e3o importante do ponto de vista racial, \u00e9tnica e cultural, entre povos diversos, no mundo inteiro -e no Brasil em especial&#8221;, ele diz. &#8220;O Brasil \u00e9 um celeiro muito forte de converg\u00eancia de aspectos m\u00faltiplos de vida cultural.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Quem tem um esp\u00edrito de revolta, de luta, tem que se manifestar em fun\u00e7\u00e3o disso&#8221;, diz. &#8220;E os que entendem que h\u00e1 um processo de harmoniza\u00e7\u00e3o em andamento, tamb\u00e9m tem que se manifestar. Tem que haver respeito por ambas as posi\u00e7\u00f5es. Tem que se compreender Gilberto Freyre.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 algo que, para Gil, est\u00e1 relacionado tamb\u00e9m ao capitalismo e sua predomin\u00e2ncia no mundo. Ele diz que esse sistema est\u00e1 &#8220;mais ou menos estabelecido&#8221;, mas o papel do estado tem de ser aprimorado.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um fator importante para o combate \u00e0s desigualdades e a pobreza extrema&#8221;, diz. &#8220;E o que falta tamb\u00e9m \u00e9 a continuidade do di\u00e1logo aberto para evitar coisas mais graves -como guerras, a nega\u00e7\u00e3o do outro, o exterm\u00ednio do outro.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre o Brasil, o ex-ministro da Cultura no primeiro governo Lula, do PT, afirma que a nova ocupante do cargo, Margareth Menezes, tem de continuar &#8220;trabalhando do jeito que ela est\u00e1&#8221;. &#8220;Ela sempre foi interessada nas quest\u00f5es culturais&#8221;, diz. &#8220;\u00c9 negra, e tem muita no\u00e7\u00e3o do que falamos sobre escravid\u00e3o, seus resqu\u00edcios e dificuldades provocadas.&#8221;<\/p>\n<p>Gil diz que Menezes tem como virtude saber escutar as pessoas que est\u00e3o ao seu redor, e celebra o or\u00e7amento o destinado \u00e0 cultura. &#8220;Ela conseguiu um or\u00e7amento pela primeira vez razo\u00e1vel. Tem uma pequena folga, possibilidade de investimento um pouquinho mais largo.&#8221;<\/p>\n<p>Mas, se tiver que dar conselho \u00e0 conterr\u00e2nea, o baiano diz apenas que o sucesso vem do &#8220;trabalho, labuta di\u00e1ria e aperfei\u00e7oamento da informa\u00e7\u00e3o e do conhecimento que a gente tem que buscar o tempo todo&#8221;.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">N\u00d3S, A GENTE EM S\u00c3O PAULO<\/span><\/p>\n<p>Quando Quinta (14) a s\u00e1bado (16\/9), \u00e0s 22h<br \/>Onde Espa\u00e7o Unimed &#8211; r. Tagipuru, 795, Barra Funda<br \/>Pre\u00e7o Ingressos esgotadosANDAR COM F\u00c9<br \/>Pre\u00e7o R$ 64,90 (40 p\u00e1gs.)<br \/>Autoria Gilberto Gil e Daniel Kondo<br \/>Editora WMF Martins Fontes<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">N\u00d3S, A GENTE<\/span><\/p>\n<p>Pre\u00e7o R$ 99,90 (112 p\u00e1gs.)<br \/>Autoria Gilberto Gil e Daniel Kondo<br \/>Editora WMF Martins Fontes<br \/>Organiza\u00e7\u00e3o Guilherme Gontijo Flores<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Cultura<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/celebridades\/2062049\/gilberto-gil-entre-turnes-e-tema-de-livros-ilustrados-se-diz-eterno-tropicalista?utm_source=rss-cultura&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Gilberto Gil est\u00e1 ocupado. 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