{"id":137801,"date":"2023-08-13T18:08:15","date_gmt":"2023-08-13T21:08:15","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/08\/13\/associacoes-criticam-fim-do-parcelamento-sem-juros-no-cartao-de-credito\/"},"modified":"2023-08-13T18:08:15","modified_gmt":"2023-08-13T21:08:15","slug":"associacoes-criticam-fim-do-parcelamento-sem-juros-no-cartao-de-credito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/08\/13\/associacoes-criticam-fim-do-parcelamento-sem-juros-no-cartao-de-credito\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00f5es criticam fim do parcelamento sem juros no cart\u00e3o de cr\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p>CRISTIANE GERCINA E MARCELO AZEVEDO<br \/>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Associa\u00e7\u00f5es de defesa do consumidor e representantes de varejistas criticam a possibilidade de altera\u00e7\u00e3o nas compras parceladas no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que poder\u00e3o ser taxadas, fazendo com que acabe a op\u00e7\u00e3o de dividir os pagamentos no cart\u00e3o sem juros para qualquer tipo de compra.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A medida, em estudo por um grupo formado por Banco Central, representantes dos maiores bancos e Minist\u00e9rio da Fazenda, foi mencionada na \u00faltima quinta-feira (10) pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, em audi\u00eancia no Senado. Segundo ele, a ideia \u00e9 criar um tipo de tarifa para &#8220;desincentivar o parcelamento sem juros t\u00e3o longo no cart\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O fim das compras parceladas sem juros, no entanto, traria preju\u00edzo a consumidores e comerciantes, segundo representantes de Proteste (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Defesa do Consumidor), FecomercioSP (Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo), Abranet (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Internet) e Mercado Livre e Mercado Pago ouvidos pela Folha.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Pina, assessor econ\u00f4mico da FecomercioSP, classifica a medida como uma &#8220;interfer\u00eancia absolutamente indevida&#8221; do Banco Central.<\/p>\n<p>&#8220;Se o BC v\u00ea risco sist\u00eamico no cr\u00e9dito rotativo, ele deve olhar o rotativo. Mas qual o risco do cr\u00e9dito parcelado, j\u00e1 que \u00e9 o lojista que paga essa diferen\u00e7a? N\u00e3o h\u00e1 problema nenhum, n\u00e3o h\u00e1 por que mexer, e o pior de tudo \u00e9 misturar as duas coisas para tentar confundir a cabe\u00e7a do consumidor. O BC normalmente acerta, mas hoje ele errou&#8221;, diz Pina.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma interfer\u00eancia num contrato que est\u00e1 funcionando. Hoje, o lojista adota a estrat\u00e9gia que \u00e9 melhor para ele. Ele pode embutir os juros e cobrar do cliente com juros ou assumir o pagamento. Sem o parcelamento sem juros, algu\u00e9m vai ter que pagar por essa interfer\u00eancia&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>Para o assessor econ\u00f4mico, a mudan\u00e7a pode ter a ver com a possibilidade de fim do cr\u00e9dito rotativo, tamb\u00e9m mencionada por Campos Neto na audi\u00eancia no Senado. &#8220;Se for mexer no rotativo, pode ser que os bancos estejam bastante incomodados, e v\u00e3o querer recuperar a taxa de juros que vai cair; v\u00e3o querer um produto para eles e v\u00e3o tirar do consumidor, do lojista&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ivo Dall&#8217;Acqua, vice-presidente da federa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m v\u00ea a medida como uma interven\u00e7\u00e3o no varejo que trar\u00e1 impactos negativos. Segundo ele, que diz falar como um comerciante que passou 25 anos &#8220;atr\u00e1s do balc\u00e3o&#8221;, embora um pouco mais oneroso, o parcelamento no cart\u00e3o traz a seguran\u00e7a da liquidez para o varejista, principalmente para os que dependem de capital de giro.<\/p>\n<p>&#8220;A quest\u00e3o da imposi\u00e7\u00e3o de juros sobre o parcelamento vai impactar o com\u00e9rcio, porque os comerciantes, de uma forma geral, estimulam muito o parcelamento via cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Mesmo tendo de pagar uma comiss\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 pequena, em contrapartida, h\u00e1 uma seguran\u00e7a de que vai receber&#8221;, afirma.<br \/>Henrique Lian, diretor de rela\u00e7\u00f5es institucionais e m\u00eddia da Proteste, afirma que a poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o do parcelamento sem juros pioraria significativamente a situa\u00e7\u00e3o dos consumidores e prejudicaria o varejo brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;Os consumidores deixam de dispor dessa modalidade que, na pr\u00e1tica, substituiu o cl\u00e1ssico &#8216;credi\u00e1rio&#8217;. Causa espanto que nem a autoridade monet\u00e1ria, nem a fazend\u00e1ria e, obviamente, muito menos a Febraban [federa\u00e7\u00e3o de bancos], tenham inclu\u00eddo nas discuss\u00f5es o principal ator e interessado: o consumidor&#8221;, diz.<br \/>Fran\u00e7ois Martins, diretor de rela\u00e7\u00f5es governamentais do Mercado Livre e Mercado Pago, classifica como &#8220;gigantesco&#8221; o potencial de impacto negativo. Segundo ele, o cr\u00e9dito parcelado sem juros \u00e9 importante para os dois lados da transa\u00e7\u00e3o, comerciante e cliente.<\/p>\n<p>&#8220;Para quem est\u00e1 comprando e para quem est\u00e1 vendendo o parcelado sem juros \u00e9 representativo e a falta dele teria um impacto negativo absolutamente gigantesco. Geraria um aumento em custo de cr\u00e9dito de 35%.&#8221;<\/p>\n<p>Martins afirma que a medida n\u00e3o seria adequada em nenhum momento econ\u00f4mico, mas, na situa\u00e7\u00e3o atual, seria ainda mais impactante. &#8220;Do nosso ponto de vista, qualquer restri\u00e7\u00e3o tem mais impactos negativos do que positivos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Em nota, a Abranet, representante de empresas que atendem pequenos lojistas e consumidores, diz ser veementemente contra a medida, porque vai desaquecer ainda mais a economia. &#8220;A entidade defende a livre concorr\u00eancia e repudia a tentativa de extin\u00e7\u00e3o, taxa\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o da forma de pagamento.&#8221;<br \/>A associa\u00e7\u00e3o diz que o fim do parcelamento sem juros no cart\u00e3o interfere em medida que ocorre h\u00e1 d\u00e9cadas no pa\u00eds, em um setor \u2013o de cart\u00f5es\u2013 respons\u00e1vel por 10% do PIB (Produto Interno Bruto do Brasil).<\/p>\n<p>&#8220;Milh\u00f5es de brasileiros que fazem compras parceladas ser\u00e3o prejudicados. E muitos lojistas dependem de vender parcelado para manter seus neg\u00f3cios. Metade de todas as vendas em cart\u00e3o de cr\u00e9dito em 2022 foi parcelada. Foram R$ 1 trilh\u00e3o em compras parceladas, afirma Carol Conway, presidente da Abranet.<\/p>\n<p>Segundo dados do Datafolha, 75% da popula\u00e7\u00e3o fez uso do cr\u00e9dito parcelado sem juros em 2022.<\/p>\n<p>A Abecs (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Cart\u00f5es de Cr\u00e9dito e Servi\u00e7os) diz, em nota, estar concluindo seus estudos, &#8220;buscando encontrar alternativas que possibilitem a pr\u00e1tica de taxas de juros no rotativo cada vez menores para apresentar, ainda neste m\u00eas, ao Banco Central&#8221;.<\/p>\n<p>A Febraban, tamb\u00e9m em nota, chama de &#8220;distor\u00e7\u00e3o&#8221; o percentual de uso do cart\u00e3o parcelado e afirma ser necess\u00e1ria &#8220;a dilui\u00e7\u00e3o dos riscos entre os elos da cadeia&#8221;, alegando que os bancos suportam &#8220;todo o j\u00e1 elevado custo da inadimpl\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Com base nessas premissas, a Febraban busca uma solu\u00e7\u00e3o construtiva que passe por uma transi\u00e7\u00e3o sem rupturas, que pode incluir o fim do cr\u00e9dito rotativo e um redesenho das compras parceladas no cart\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2051157\/fgts-levou-calote-de-r-2-bi-em-programa-da-caixa-criado-sob-bolsonaro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">FGTS levou calote de R$ 2 bi em programa da Caixa criado sob Bolsonaro<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2051092\/associacoes-criticam-fim-do-parcelamento-sem-juros-no-cartao-de-credito?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CRISTIANE GERCINA E MARCELO AZEVEDOS\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Associa\u00e7\u00f5es de defesa do consumidor e<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":137802,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-137801","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137801\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}