{"id":128011,"date":"2023-06-05T09:08:44","date_gmt":"2023-06-05T12:08:44","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/06\/05\/assassinato-de-bruno-e-dom-completa-um-ano-veja-linha-do-tempo\/"},"modified":"2023-06-05T09:08:44","modified_gmt":"2023-06-05T12:08:44","slug":"assassinato-de-bruno-e-dom-completa-um-ano-veja-linha-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/06\/05\/assassinato-de-bruno-e-dom-completa-um-ano-veja-linha-do-tempo\/","title":{"rendered":"Assassinato de Bruno e Dom completa um ano; veja linha do tempo"},"content":{"rendered":"<p>O jornalista ingl\u00eas Dom Phillips chegou a Atalaia do Norte (AM) no come\u00e7o de junho de 2022, com o prop\u00f3sito de entrevistar lideran\u00e7as ind\u00edgenas e ribeirinhos para um novo livro-reportagem que planejava escrever. Colaborador do prestigiado jornal brit\u00e2nico <em>The Guardian<\/em>, Phillips j\u00e1 tinha um nome provis\u00f3rio para sua futura obra:<em> Como Salvar a Amaz\u00f4nia<\/em>.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Al\u00e9m de j\u00e1 ter estado na regi\u00e3o algumas vezes e de falar bem o portugu\u00eas, o ingl\u00eas de 57 anos\u00a0viajaria na companhia do experiente indigenista Bruno Ara\u00fajo Pereira. Ex-servidor da ent\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai, que hoje se chama Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas),\u00a0o pernambucano de 41 anos chegou \u00e0 cidade\u00a0poucos dias antes de Phillips e do in\u00edcio daquela que seria a \u00faltima viagem da dupla.<\/p>\n<p>Bruno estava licenciado da Funai desde o in\u00edcio de fevereiro de 2020. Servidor de carreira da funda\u00e7\u00e3o, ele tinha sido dispensado da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Ind\u00edgenas Isolados e de Recente Contato apenas quatro meses antes. Insatisfeito com os rumos que a equipe de governo do ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro impunha \u00e0 pol\u00edtica indigenista, Pereira optou por se licenciar para \u201ctratar de assuntos pessoais\u201d e passou a trabalhar como consultor t\u00e9cnico da Uni\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Vale do Javari (Univaja).<\/p>\n<p>\u201cO Bruno \u00e9 considerado um grande nome do indigenismo brasileiro. Sua atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava calcada apenas no trabalho em si. Havia toda uma preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 com os povos ind\u00edgenas, mas tamb\u00e9m com as comunidades do entorno das terras ind\u00edgenas\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil o procurador jur\u00eddico da Univaja, Eliesio Marubo.<\/p>\n<p>\u00c0 frente de projetos que buscavam garantir \u00e0s comunidades proteger seus territ\u00f3rios e os recursos naturais neles existentes, o indigenista seguia contrariando os interesses de grupos que amea\u00e7am o bem-estar e a integridade de parte da popula\u00e7\u00e3o local. Em fun\u00e7\u00e3o de sua atua\u00e7\u00e3o, recebeu mais de uma amea\u00e7a de morte, devidamente relatadas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Localizada na tr\u00edplice fronteira amaz\u00f4nica (Brasil, Col\u00f4mbia e Peru), Atalaia do Norte tem cerca de 21 mil habitantes que, h\u00e1 d\u00e9cadas, convivem com as consequ\u00eancias da presen\u00e7a insuficiente do Poder P\u00fablico e do avan\u00e7o de garimpeiros, madeireiros e pescadores ilegais sobre a regi\u00e3o. Press\u00e3o que se faz sentir principalmente sobre a Terra Ind\u00edgena Vale do Javari &#8211; segunda maior \u00e1rea do pa\u00eds destinada ao usufruto exclusivo ind\u00edgena e a que abriga a maior concentra\u00e7\u00e3o de povos isolados em todo o mundo.<\/p>\n<p>Em 2010, Atalaia do Norte registrou o terceiro pior resultado nacional no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH). Desde ent\u00e3o, aos problemas decorrentes da cobi\u00e7a despertada pelos recursos naturais\u00a0somaram-se \u00e0s consequ\u00eancias da atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es criminosas dedicadas ao tr\u00e1fico internacional de drogas e da falta de alternativas econ\u00f4micas para a popula\u00e7\u00e3o. Na cidade, em 2020, apenas 7% da popula\u00e7\u00e3o de 15 mil habitantes tinha uma ocupa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica regular, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>Foi neste contexto que Bruno e Phillips deixaram Atalaia do Norte no dia 3 de junho. Segundo a Univaja, o indigenista tinha agendado reuni\u00f5es e encontros com lideran\u00e7as de ao menos cinco comunidades localizadas fora do territ\u00f3rio ind\u00edgena e levaria o jornalista ingl\u00eas com ele. Viajando em uma lancha a motor pertencente \u00e0 Univaja, os dois chegaram \u00e0s proximidades de uma base de vigil\u00e2ncia da Funai, no Rio Itu\u00ed, na regi\u00e3o conhecida como Lago Jaburu, ainda no mesmo dia 3 de junho. Esta primeira parada proporcionaria a Phillips entrevistar integrantes de uma das equipes de vigil\u00e2ncia ind\u00edgena mantidas pela Univaja.<\/p>\n<p>No domingo (5), os dois deixaram o local logo cedo, com destino \u00e0 comunidade S\u00e3o Rafael, onde Bruno se encontraria com um l\u00edder comunit\u00e1rio conhecido pelo apelido de Churrasco, que n\u00e3o encontraram em sua casa. Ap\u00f3s conversar com a esposa da lideran\u00e7a, a dupla seguiu viagem. Por seguran\u00e7a, Bruno sempre comunicava, antecipadamente, \u00e0\u00a0Univaja\u00a0toda sua movimenta\u00e7\u00e3o. Ele previa percorrer os 72 quil\u00f4metros at\u00e9 Atalaia do Norte em cerca de duas horas, chegando com Dom \u00e0 cidade por volta das 9h\u00a0daquele domingo. Por\u00e9m, eles nunca chegaram ao destino.<\/p>\n<p>Bruno e Dom desapareceram logo ap\u00f3s serem vistos navegando pr\u00f3ximo \u00e0 comunidade S\u00e3o Gabriel, povoado vizinho a\u00a0S\u00e3o Rafael, \u00faltimo lugar em que pararam. Com o avan\u00e7ar das horas e sem not\u00edcias da dupla, a Univaja acionou suas equipes mais pr\u00f3ximas para que realizassem buscas. No in\u00edcio da tarde, uma primeira embarca\u00e7\u00e3o partiu de Atalaia do Norte. Poucas horas depois, um segundo grupo saiu de Tabatinga, em uma embarca\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n<p>No dia seguinte (6), quando surgiram as primeiras informa\u00e7\u00f5es de que um jornalista estrangeiro tinha desaparecido em plena Floresta Amaz\u00f4nica, os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos passaram a tratar o assunto publicamente. A Marinha informou \u00e0 imprensa que tinha sido notificada do desaparecimento naquela manh\u00e3 e que j\u00e1 tinha enviado uma equipe de busca e salvamento da Capitania Fluvial de Tabatinga para o local. A PF tamb\u00e9m informou que \u201cdilig\u00eancias\u201d j\u00e1 estavam sendo \u201cempreendidas\u201d e logo seriam detalhadas. Na pr\u00e1tica, contudo, as equipes da Univaja seguiam tocando sozinhas as buscas iniciais a Bruno e Phillips, ent\u00e3o considerados desaparecidos.<\/p>\n<p>Limitando-se a informar que estava acompanhando o caso, a diretoria da Funai se apressou a destacar que, embora Bruno continuasse pertencendo ao quadro de servidores da funda\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinha viajado ao Vale do Javari em miss\u00e3o institucional, pois estava de licen\u00e7a para \u201ctratar de interesses particulares\u201d. Quatro dias depois de Bruno e Dom desaparecerem na selva, ou seja, na quinta-feira (9), o ent\u00e3o presidente da funda\u00e7\u00e3o, Marcelo Xavier, participou do programa<em> A Voz do Brasil <\/em>e disse que a dupla tinha ingressado em territ\u00f3rio ind\u00edgena sem avisar ou pedir a autoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cA Funai n\u00e3o emitiu nenhuma permiss\u00e3o para ingresso. \u00c9 importante que as pessoas entendam que, quando se vai entrar numa \u00e1rea dessas, existe todo um procedimento\u201d, disse Xavier antes de complementar:\u00a0\u201c\u00c9 muito complicado quando duas pessoas apenas decidem entrar na terra ind\u00edgena sem nenhuma comunica\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a e \u00e0 Funai.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO Bruno e o Dom n\u00e3o estavam dentro da terra ind\u00edgena. Mesmo que estivessem, o Bruno estava exercendo uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, prestando aux\u00edlio a uma das equipes da Univaja, na condi\u00e7\u00e3o de consultor t\u00e9cnico. E n\u00f3s, ind\u00edgenas, bem como nossas organiza\u00e7\u00f5es, n\u00e3o precisamos de autoriza\u00e7\u00e3o da Funai para entrar em nossos pr\u00f3prios territ\u00f3rios\u201d, rebateu, na \u00faltima quinta-feira (1\u00ba), o procurador jur\u00eddico da Univaja, Eliesio Marubo, para quem a diretoria da Funai foi omissa \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas semanas, a PF indiciou Marcelo Xavier e o ex-vice-presidente da Funai\u00a0Alcir Amaral Teixeira\u00a0por homic\u00eddio qualificado e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver. Para os delegados respons\u00e1veis pelo caso, os dois principais respons\u00e1veis pelas decis\u00f5es tomadas pela funda\u00e7\u00e3o indigenista tinham conhecimento do risco de morte a que os servidores do \u00f3rg\u00e3o estavam expostos no Vale do Javari e nada fizeram para proteg\u00ea-los. A reportagem n\u00e3o conseguiu contato com Xavier e Teixeira.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que o tempo passava, o desaparecimento do correspondente do <em>The Guardian<\/em> e do indigenista amea\u00e7ado de morte em plena Floresta Amaz\u00f4nica ganhava destaque no notici\u00e1rio internacional. Crescia, tamb\u00e9m, a sensa\u00e7\u00e3o de que algo de muito ruim podia ter acontecido, j\u00e1 que Teixeira conhecia muito bem a regi\u00e3o e dificilmente teria se perdido.<\/p>\n<p>&#8220;O que me pergunto \u00e9: ser\u00e1 que o caso teria toda esta repercuss\u00e3o se n\u00e3o houvesse um jornalista estrangeiro entre as v\u00edtimas?\u201d, ponderou a atual presidenta da Funai, Joenia Wapichana, ao conversar com a reportagem da Ag\u00eancia Brasil, na \u00faltima quinta-feira. &#8220;Temos v\u00e1rios casos envolvendo [agress\u00f5es de todos os tipos contra] os povos ind\u00edgenas e que, geralmente, recebem pouca divulga\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou Joenia ap\u00f3s elogiar o trabalho de Dom Phillips.<\/p>\n<p>No dia 6 de junho de 2022, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar o caso e acionou for\u00e7as de seguran\u00e7a federais e estaduais, al\u00e9m da Marinha, para que auxiliassem as equipes de busca da Univaja. A Pol\u00edcia Civil do Amazonas tamb\u00e9m instaurou um inqu\u00e9rito. A partir dos depoimentos de testemunhas e de um primeiro suspeito, os investigadores chegaram a Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, detido no dia 7.<\/p>\n<p>Inicialmente, Pelado negou envolvimento com o desaparecimento de Bruno e Dom, mas, al\u00e9m do testemunho de pessoas que afirmaram ter presenciado amea\u00e7as dele ao jornalista e ao indigenista, peritos da PF identificaram vest\u00edgios de sangue no barco ele usava no dia em que a dupla desapareceu. Em 12 de junho, bombeiros encontraram objetos pertencentes a Bruno e Dom, refor\u00e7ando a suspeita de que, \u00e0quela altura, os dois j\u00e1 estavam mortos.<\/p>\n<p>Diante dos ind\u00edcios, Pelado acabou admitindo ter participado dos assassinatos e da oculta\u00e7\u00e3o dos cad\u00e1veres do indigenista e do jornalista, indicando o local onde os corpos da dupla estariam enterrados. As informa\u00e7\u00f5es levaram \u00e0s pris\u00f5es do irm\u00e3o de Pelado, Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, detido no dia 14 de junho, e \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o de um mandado de pris\u00e3o contra Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, que se entregou \u00e0 Pol\u00edcia Civil em Atalaia do Norte quatro dias depois.<\/p>\n<p>No dia 15 de junho, policiais federais localizaram \u201cremanescentes humanos\u201d em um ponto de dif\u00edcil acesso indicado por Pelado. Apenas dois dias depois, peritos da PF confirmaram que ao menos parte dos vest\u00edgios humanos encontrados era de Bruno e Dom. No mesmo dia, a C\u00e2mara dos Deputados aprovou a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o parlamentar externa para acompanhar, fiscalizar e propor provid\u00eancias sobre o desaparecimento do indigenista e do jornalista, conforme proposta da ent\u00e3o deputada federal e atual presidenta da Funai, Joenia Wapichana. Na ocasi\u00e3o, ao votar a favor da iniciativa, a deputada Fernanda Melchionna reverberou as cr\u00edticas ao governo federal. \u201cOs primeiros a come\u00e7arem as buscas foram justamente os ind\u00edgenas. O governo [federal] come\u00e7ou s\u00f3 tr\u00eas dias depois.\u201d<\/p>\n<p>Em 23 de junho, Gabriel Pereira Dantas se apresentou em uma delegacia de S\u00e3o Paulo afirmando ter participado dos assassinatos, mas j\u00e1 no dia seguinte, a PF informou n\u00e3o haver sinais de que o relato fosse verdadeiro, j\u00e1 que Gabriel teria apresentado uma \u201cvers\u00e3o pouco cr\u00edvel e desconexa com os fatos at\u00e9 o momento apurados&#8221;. Dantas foi libertado no dia seguinte.<\/p>\n<p>Um novo suspeito foi detido em 8 de julho. Apontado como suposto mandante dos assassinatos e suspeito de envolvimento com o narcotr\u00e1fico, o colombiano Ruben Dario da Silva Villar foi preso inicialmente por apresentar uma identidade falsa ao prestar depoimento sobre o caso. Vilar negou qualquer envolvimento na morte de Bruno e Dom. Mesmo assim, a PF pediu que ele permanecesse detido durante as investiga\u00e7\u00f5es. Somente em 22 de outubro, ele foi autorizado a deixar\u00a0a pris\u00e3o, mediante pagamento de uma fian\u00e7a de R$ 15 mil; o uso de tornozeleira eletr\u00f4nica; a entrega de seus passaportes e o compromisso de n\u00e3o deixar Manaus. Ele voltaria a ser preso em dezembro, por descumprir as condicionantes impostas pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 23 de julho, o MPF denunciou Amarildo, Jefferson e Oseney \u00e0 Justi\u00e7a Federal em Tabatinga (AM), por duplo homic\u00eddio e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres. Na den\u00fancia, os procuradores apontam que os dois primeiros confessaram ter matado e escondido os corpos de Bruno e Dom. Para os procuradores, \u201cos elementos colhidos no curso das apura\u00e7\u00f5es apontam que, de fato, o homic\u00eddio de Bruno teria correla\u00e7\u00e3o com suas atividades em defesa da coletividade ind\u00edgena. Dom, por sua vez, foi executado para garantir a oculta\u00e7\u00e3o e impunidade do crime cometido contra Bruno.\u201d<\/p>\n<p>Em janeiro deste ano, a PF apontou Ruben Dario da Silva Villar, o Col\u00f4mbia, como mandante e mentor intelectual do crime.<\/p>\n<p>\u201cEstas mortes n\u00e3o podem ficar impunes. O Poder Judici\u00e1rio brasileiro n\u00e3o pode condenar apenas tr\u00eas pessoas\u201d, afirmou o procurador jur\u00eddico da Univaja, Eliesio Marubo. \u201cConversamos com o ministro [da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica] Fl\u00e1vio Dino e pedimos a ele uma investiga\u00e7\u00e3o mais apurada, inclusive do grupo que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao conjunto de atividades ilegais que acontecem na regi\u00e3o. \u00c9 preciso apurar os caminhos do crime na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.\u201d<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira\u00a0(2), o Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas anunciou a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho para promover a seguran\u00e7a e combater a criminalidade no Vale do Javari. O grupo ser\u00e1 formado por dez minist\u00e9rios, que trabalhar\u00e3o em parceria com a Funai e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) para propor medidas concretas de combate \u00e0 viol\u00eancia e com o objetivo de garantir a seguran\u00e7a territorial dos povos ind\u00edgenas que vivem na \u00e1rea. Entidades de povos ind\u00edgenas tamb\u00e9m participar\u00e3o das discuss\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/2027636\/assassinato-de-bruno-e-dom-completa-um-ano-veja-linha-do-tempo?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista ingl\u00eas Dom Phillips chegou a Atalaia do Norte (AM) no come\u00e7o de junho<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":128012,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-128011","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128011\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128012"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}