{"id":126102,"date":"2023-05-24T06:56:32","date_gmt":"2023-05-24T09:56:32","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/?p=126102"},"modified":"2023-05-24T06:56:34","modified_gmt":"2023-05-24T09:56:34","slug":"pesquisa-estuda-folha-da-amazonia-para-substituicao-do-mercurio-na-extracao-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/05\/24\/pesquisa-estuda-folha-da-amazonia-para-substituicao-do-mercurio-na-extracao-de-ouro\/","title":{"rendered":"Pesquisa estuda folha da Amaz\u00f4nia para substitui\u00e7\u00e3o do merc\u00fario na extra\u00e7\u00e3o de ouro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><em>Pau-de-balsa \u00e9 uma esp\u00e9cie florestal nativa da Amaz\u00f4nia e j\u00e1 \u00e9 utilizada de forma artesanal na Col\u00f4mbia para extra\u00e7\u00e3o de ouro.<\/em><em>Agora, cinco institui\u00e7\u00f5es v\u00e3o trabalhar para desenvolver alternativas ao uso do merc\u00fario (Hg) na minera\u00e7\u00e3o.<\/em><em>A primeira fase do projeto encontrou quatro poss\u00edveis formula\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o testadas e comparadas com merc\u00fario, para a obten\u00e7\u00e3o de um bioextrator competitivo com o elemento qu\u00edmico na extra\u00e7\u00e3o.<\/em><em>A \u00e1rvore tamb\u00e9m pode ser alternativa para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas no pr\u00f3prio garimpo. Com isso, plantios podem ser feitos no mesmo local de produ\u00e7\u00e3o do bioextrator, viabilizando uma biof\u00e1brica local.<\/em><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisa realizada no Brasil mostrou que bioextratores obtidos a partir de folhas de pau-de-balsa (<em>Ochroma pyramidale<\/em>), \u00e1rvore nativa da Amaz\u00f4nia, podem ser uma alternativa vi\u00e1vel e sustent\u00e1vel para a extra\u00e7\u00e3o de ouro em substitui\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario. Agora, uma nova etapa vai estudar quais formula\u00e7\u00f5es de bioextratores podem ser competitivas com o merc\u00fario tanto no processo de extra\u00e7\u00e3o quanto na redu\u00e7\u00e3o do impacto na sa\u00fade de trabalhadores e no meio ambiente. As folhas de pau-de-balsa j\u00e1 s\u00e3o usadas de forma artesanal na regi\u00e3o de Choc\u00f3, na Col\u00f4mbia, com essa finalidade. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse estudo ser\u00e1 coordenado pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/florestas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Florestas<\/a>&nbsp;(PR), em parceria com&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/agrossilvipastoril\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa Agrossilvipastoril<\/a>&nbsp;(MT), Universidade Federal do Mato Grosso (<a href=\"http:\/\/www.ufmt.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UFMT<\/a>), Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (<a href=\"https:\/\/www.coogavepe.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coogavepe<\/a>), Universidade Estadual de Maring\u00e1 (<a href=\"http:\/\/www.uem.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UEM<\/a>) e Universidade Estadual de Campinas (<a href=\"http:\/\/www.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Unicamp<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/77301238\/230523_Pau-de-BalsaMinerac%CC%A7a%CC%83o_Maurel_Behling_folha.jpg\/c9aae665-f473-7ab3-2204-af5cb6b06361?t=1684613721647\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>\u201cNosso intuito \u00e9 melhorar esse processo e produzir um bioextrator at\u00f3xico, competitivo com o merc\u00fario\u201d, explica a pesquisadora da Embrapa&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/356671\/marina-moura-morales\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marina Morales<\/a>, respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o dos estudos. \u201cA ideia \u00e9 sair da pr\u00e1tica artesanal para escala em pequena minera\u00e7\u00e3o, com an\u00e1lises de toxicidade e citotoxicidade e pr\u00e1ticas que facilitem o uso\u201d, informa. Os resultados devem ser apresentados at\u00e9 o in\u00edcio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma etapa posterior, a pesquisa tamb\u00e9m vai trabalhar com o sistema de produ\u00e7\u00e3o do pau-de-balsa, j\u00e1 que essa esp\u00e9cie florestal \u00e9 uma alternativa para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas nos pr\u00f3prios garimpos. Com isso, plantios poderiam ser feitos no mesmo local de produ\u00e7\u00e3o do bioextrator, viabilizando uma biof\u00e1brica local. \u201cAssim, al\u00e9m de fornecer mat\u00e9ria-prima \u2013 folhas \u2013, as \u00e1rvores do pau-de-balsa podem contribuir para a revegeta\u00e7\u00e3o da \u00e1rea antropizada, dando condi\u00e7\u00f5es para o estabelecimento de outras esp\u00e9cies florestais e possibilidade de explora\u00e7\u00e3o da madeira do pau-de-balsa no final do ciclo de crescimento\u201d, declara o pesquisador da Embrapa&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/348571\/maurel-behling\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Maurel Behling<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Gilson Camboim, presidente da Coogavepe, \u201ca pesquisa traz boas expectativas para a atividade garimpeira, como a substitui\u00e7\u00e3o do merc\u00fario por um produto sustent\u00e1vel e o barateamento do processo de extra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o elemento qu\u00edmico tem alto custo\u201d. Para a ex-presidente da Coogavepe, Solange Luiz\u00e3o Barbuio Barbosa, que iniciou as discuss\u00f5es para participa\u00e7\u00e3o no projeto, \u201co resultado pode ser pensado n\u00e3o s\u00f3 como uma simples produ\u00e7\u00e3o de um bioextrator, pois ele abre outras vertentes para a utiliza\u00e7\u00e3o dessa planta, como o reflorestamento de \u00e1reas degradadas e a utiliza\u00e7\u00e3o da madeira, que podem beneficiar o propriet\u00e1rio de uma \u00e1rea lavrada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/77301238\/230523_Pau-de-Balsa_Maurel_Behling_vertical_2.jpg\/6c238d60-222f-809b-591d-2310ba07a51a?t=1684613526823\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>O estudo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira fase da pesquisa, realizada em 2020, focou na caracteriza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das folhas de pau-de-balsa. O estudo preliminar foi financiado pela designer de joias Raquel de Queiroz, inspirado na experi\u00eancia de Choc\u00f3, na Col\u00f4mbia, e objetivou entender as propriedades da folha. \u201cQuando fiquei sabendo dessa possibilidade j\u00e1 em pr\u00e1tica na Col\u00f4mbia, imaginei que a ci\u00eancia poderia nos ajudar a utilizar o pau-de-balsa de forma mais efetiva\u201d, relata a designer. \u201cPara n\u00f3s, que atuamos nesse mercado, a melhoria de processos \u00e9 importante e necess\u00e1ria. Isso contribui para melhorias na sa\u00fade e qualidade ambiental das pessoas e locais envolvidos no processo, al\u00e9m de garantir que nosso produto \u00e9 produzido de acordo com pr\u00e1ticas modernas e mais sustent\u00e1veis\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, se inicia uma nova etapa do estudo, que ser\u00e1 realizado em parceria com um garimpo da regi\u00e3o de Peixoto de Azevedo (MT). \u201cSelecionamos um garimpo da Coogavepe, parceira do projeto para coleta de amostras e para a compara\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o tradicional com merc\u00fario com o bioextrator\u201d, explica Morales. No local, ser\u00e3o recolhidas amostras dos concentrados de min\u00e9rio aluvionar, ou seja, material com ouro concentrado que iria para o processo de separa\u00e7\u00e3o com merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O engenheiro de minas Matheus Lopes, da Coogavepe, explica como ocorre o processo de extra\u00e7\u00e3o de ouro de aluvi\u00e3o. \u201cDe forma simplificada, no processo de extra\u00e7\u00e3o de ouro de aluvi\u00e3o, ou seja, em solo superficial, e n\u00e3o subterr\u00e2neo, ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do solo por desmonte mec\u00e2nico, jatos de \u00e1gua desagregam o min\u00e9rio \u2013 cascalho \u2013 e bombas-draga o transportam para caixas concentradoras com carpetes e grelhas, gerando o que chamamos de &#8220;concentrado&#8221;. Este vai para a central de amalgama\u00e7\u00e3o para inser\u00e7\u00e3o do merc\u00fario, etapa em que o ouro \u00e9 finalmente extra\u00eddo e separado dos demais minerais\u201d, diz. No projeto, esse \u201cconcentrado\u201d ir\u00e1 para os laborat\u00f3rios para os testes dos bioextratores com pau-de-balsa. A primeira fase do projeto encontrou quatro poss\u00edveis formula\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o testadas e comparadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/77301238\/230523_Pau-de-BalsaMinerac%CC%A7a%CC%83o_Maurel_Behling_plantio.jpg\/5cd37bbc-da50-81fa-73ce-532ac33c4421?t=1684613738644\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/77301238\/230523_Pau-de-BalsaMinerac%CC%A7a%CC%83o_Maurel_Behling_plantio.jpg\/5cd37bbc-da50-81fa-73ce-532ac33c4421?t=1684613738644\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fotos:&nbsp;<\/strong>Maurel Behling<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Inser\u00e7\u00e3o de bioextratores<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas formula\u00e7\u00f5es de bioextratores ser\u00e3o avaliadas quanto \u00e0 efici\u00eancia em recuperar ouro em min\u00e9rio aluvionar. O bioextrator que apresentar melhor desempenho passar\u00e1 por ajustes com o objetivo de melhorar ainda mais a extra\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m ser\u00e1 estudado o processo mec\u00e2nico a ser utilizado na extra\u00e7\u00e3o. A efici\u00eancia da extra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 comparada ao processo tradicional por amalgama\u00e7\u00e3o com merc\u00fario. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o realizadas an\u00e1lises de toxicidade e citotoxicidade (este \u00faltimo, com um indicador animal e um vegetal). \u201cAl\u00e9m da nossa equipe de pesquisa e laborat\u00f3rio, o projeto tamb\u00e9m vai receber estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o para abrangermos diferentes linhas de pesquisa, possibilitando resultados mais completos\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>O merc\u00fario<\/strong>Conhecidamente utilizado para separar o ouro da lama e demais res\u00edduos do min\u00e9rio aluvionar, o merc\u00fario (Hg) \u00e9 usado por garimpeiros artesanais e pela ind\u00fastria mineral de pequena escala, diferentemente das mineradoras de grande porte que utilizam, comumente, o cianeto, que tamb\u00e9m pode gerar danos \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente. A amalgama\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de jun\u00e7\u00e3o das part\u00edculas de ouro ao merc\u00fario, formando uma liga met\u00e1lica que, depois, \u00e9 de f\u00e1cil separa\u00e7\u00e3o por aquecimento. O processo de separa\u00e7\u00e3o, em garimpos legalizados, ocorre em centrais de amalgama\u00e7\u00e3o, de modo a reduzir a emiss\u00e3o de merc\u00fario para o meio ambiente. J\u00e1 em extra\u00e7\u00f5es ilegais, esse processo ocorre a c\u00e9u aberto, carregando o merc\u00fario por quil\u00f4metros.<strong>Doen\u00e7a de Minamata<\/strong>O merc\u00fario, ao ser inalado ou consumido, tem a\u00e7\u00e3o cumulativa no corpo humano e traz s\u00e9rios riscos \u00e0 sa\u00fade e ao ambiente. No ser humano, o ac\u00famulo pode levar \u00e0 s\u00edndrome neurodegenerativa, por envenenamento, chamada de doen\u00e7a de Minamata. Durante muitos anos, na d\u00e9cada de 1950, no Jap\u00e3o, uma f\u00e1brica jogava seus dejetos na ba\u00eda de Minamata, o que causou a contamina\u00e7\u00e3o de peixes, frutos do mar, gatos e seres humanos. Entre os sintomas, est\u00e3o a dificuldade de coordena\u00e7\u00e3o das m\u00e3os e dos p\u00e9s, dist\u00farbios da fala e dificuldades de equil\u00edbrio. A doen\u00e7a causou a morte de 2 mil pessoas e deixou outras milhares com sequelas. Diante disso, foi criada, em 2013, a Conven\u00e7\u00e3o de Minamata, da qual o Brasil se tornou signat\u00e1rio em 2017. Composta por 140 pa\u00edses, a Conven\u00e7\u00e3o de Minamata tem sua origem no Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente e visa reduzir as emiss\u00f5es e eliminar o uso de merc\u00fario, a fim de proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/77301238\/230523_Pau-de-BalsaMinerac%CC%A7a%CC%83o_Maurel_Behling_plantio_amplo.jpg\/48b1179c-8018-6055-0401-a31a753778c2?t=1684613463121\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Foto:&nbsp;<\/strong>Maurel Behling<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O pau-de-balsa<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o livro Esp\u00e9cies Arb\u00f3reas Brasileiras, de autoria do pesquisador em\u00e9rito da Embrapa Florestas Paulo Ernani de Carvalho, o pau-de-balsa (<em>Ochroma pyramidale)&nbsp;<\/em>\u00e9 uma esp\u00e9cie arb\u00f3rea que n\u00e3o perde todas as folhas durante o ano. As \u00e1rvores maiores atingem dimens\u00f5es pr\u00f3ximas a 30 metros de altura. Dentro do Brasil, recebe diversos nomes vulgares, como, no Acre, algodoeiro, algodoeiro bravo, algod\u00e3o-bravo, paco-paco e pau-de-balsa; no Amazonas, pau-de-balsa e pau-de-jangada; e no Par\u00e1, balsa, pata-de-lebre, pau-de-balsa, pau-de-jangada e topa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/77301238\/230523_Pau-de-Balsa_Maurel_Behling_vertical.jpg\/b1e1e8f4-fa8f-155e-9740-40a0ce698ba9?t=1684613696638\" alt=\"\">A madeira do pau-de-balsa \u00e9 leve e resistente, normalmente utilizada para fazer artesanatos, brinquedos, aeromodelos, placas de interiores em constru\u00e7\u00f5es, chapas revestidas com materiais sint\u00e9ticos, material t\u00e9rmico em c\u00e2maras frias, na produ\u00e7\u00e3o de compensados e na constru\u00e7\u00e3o de h\u00e9lices para geradores de energia e\u00f3licos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1rvore de pau-de-balsa tem crescimento r\u00e1pido e contribui para melhorar o desenvolvimento de florestas secund\u00e1rias, podendo ser utilizada em restaura\u00e7\u00f5es florestais, como esp\u00e9cie pioneira, e em plantios comerciais de \u00e1rvores com ciclos de colheita relativamente curtos comparados com outras esp\u00e9cies cultivadas. No caso da ado\u00e7\u00e3o das folhas de pau-de-balsa para a extra\u00e7\u00e3o do ouro, a ideia \u00e9 que ela esteja associada \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie para a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas alteradas com a explora\u00e7\u00e3o dos min\u00e9rios dos dep\u00f3sitos de aluvi\u00e3o (lavra a c\u00e9u aberto).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio da d\u00e9cada passada, a Embrapa Agrossilvipastoril desenvolveu pesquisas sobre a silvicultura do pau-de-balsa. Experimentos realizados em Guarant\u00e3 do Norte (MT), em parceria com a Prefeitura local, Cooperativa de Produtores de Pau de Balsa de Mato Grosso (Copromab) e Compensados S\u00e3o Francisco serviram para obten\u00e7\u00e3o de recomenda\u00e7\u00f5es de aduba\u00e7\u00e3o e espa\u00e7amento para o plantio comercial da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Foto:<\/strong>&nbsp;Maurel Behling<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Para que serve o ouro?<\/strong>Al\u00e9m da fabrica\u00e7\u00e3o de joias e como ativo financeiro, o ouro \u00e9 usado em diversos produtos.&nbsp; \u00c9, por exemplo, componente de &nbsp;placas de computadores, telefones celulares, televisores e c\u00e2meras. Seu uso se d\u00e1 tamb\u00e9m em tratamentos de sa\u00fade, terapias para o c\u00e2ncer, reumatismo, mal\u00e1ria, tratamentos homeop\u00e1ticos e dent\u00e1rios. Todos esses usos se devem \u00e0s suas propriedades&nbsp;favor\u00e1veis \u00e0 condutividade el\u00e9trica, resist\u00eancia \u00e0 corros\u00e3o e a boa combina\u00e7\u00e3o de propriedades f\u00edsicas e qu\u00edmicas.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Garimpo versus extra\u00e7\u00e3o ilegal<\/strong>A atividade garimpeira \u00e9 uma forma legal de extra\u00e7\u00e3o das riquezas minerais (Lei 7.805\/1989), desde que autorizada por uma Permiss\u00e3o de Lavra Garimpeira (PLG), expedida pela Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM). As maiores mineradoras s\u00e3o denominadas de \u201cgrande minera\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cmineradoras de grande porte\u201d. J\u00e1 a atividade garimpeira consiste nas atividades de minera\u00e7\u00e3o artesanal e de pequena escala (Mape), e enquadra as cooperativas de garimpeiros e os garimpeiros individuais.Esses empreendimentos em regime de PLG foram respons\u00e1veis, em 2021, segundo a ANM, pela extra\u00e7\u00e3o de 32,4 toneladas de ouro, o que representou 34,3% da produ\u00e7\u00e3o total de ouro no Brasil e cerca de R$ 218 milh\u00f5es em arrecada\u00e7\u00e3o para o Pa\u00eds, referentes ao Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) e \u00e0 Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (CFEM).Para obter a PLG, os empreendimentos devem seguir alguns crit\u00e9rios exigidos pela ANM, como ter a licen\u00e7a ambiental expedida pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental competente, n\u00e3o exceder a \u00e1rea em 50 hectares para requerente individual, e mil hectares, quando outorgada para a cooperativa de garimpeiros, podendo chegar a 10 mil hectares na Amaz\u00f4nia Legal; e n\u00e3o ser praticada em terras ind\u00edgenas ou \u00e1reas protegidas. J\u00e1 a extra\u00e7\u00e3o mineral ilegal n\u00e3o atende a nenhuma dessas exig\u00eancias, causando diversos impactos.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manuela Bergamim&nbsp;(MTb 1.951\/ES)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pau-de-balsa \u00e9 uma esp\u00e9cie florestal nativa da Amaz\u00f4nia e j\u00e1 \u00e9 utilizada de forma artesanal<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126103,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-126102","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agronoticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126102"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":126104,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126102\/revisions\/126104"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}