{"id":125134,"date":"2023-05-18T07:08:59","date_gmt":"2023-05-18T10:08:59","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/05\/18\/manobras-no-arcabouco-fiscal-turbinam-gasto-do-governo-em-ate-r-82-bi-em-2024\/"},"modified":"2023-05-18T07:08:59","modified_gmt":"2023-05-18T10:08:59","slug":"manobras-no-arcabouco-fiscal-turbinam-gasto-do-governo-em-ate-r-82-bi-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/05\/18\/manobras-no-arcabouco-fiscal-turbinam-gasto-do-governo-em-ate-r-82-bi-em-2024\/","title":{"rendered":"Manobras no arcabou\u00e7o fiscal turbinam gasto do governo em at\u00e9 R$ 82 bi em 2024"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Altera\u00e7\u00f5es no projeto de lei complementar do novo arcabou\u00e7o fiscal est\u00e3o garantindo recursos adicionais para o Executivo turbinar seus gastos fora dos par\u00e2metros propostos inicialmente pelo pr\u00f3prio governo.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Pelo menos duas mudan\u00e7as j\u00e1 chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos especialistas: a autoriza\u00e7\u00e3o para os gastos crescerem no m\u00e1ximo previsto pela regra em 2024 e a permiss\u00e3o permanente para o governo usar a infla\u00e7\u00e3o a favor de mais despesas em caso de repique dos pre\u00e7os at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>As duas manobras asseguram um espa\u00e7o extra de at\u00e9 R$ 82 bilh\u00f5es para gastos do governo petista em 2024 e ampliam a base de c\u00e1lculo para os anos seguintes.<\/p>\n<p>&#8220;Tentam garantir mais gastos, possivelmente atendendo a press\u00f5es. Essa \u00e9 uma coisa ruim do substitutivo&#8221;, afirma Felipe Salto, economista-chefe da Warren Rena.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o entre os especialistas \u00e9 que o Minist\u00e9rio da Fazenda reconhece que ter\u00e1 dificuldades para elevar as receitas e cumprir os par\u00e2metros, o que levaria a uma menor expans\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria j\u00e1 na largada do arcabou\u00e7o. Por isso, a pasta busca alternativas no Congresso para garantir recursos adicionais.<\/p>\n<p>Pela regra em discuss\u00e3o, o limite de gasto do ano seguinte deve equivaler a 70% da varia\u00e7\u00e3o da receita em 12 meses acumulados at\u00e9 junho do ano anterior, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o, mas sempre dentro de uma banda de 0,6% a 2,5%.<\/p>\n<p>O relator do projeto de lei na C\u00e2mara que estabelece o novo regime fiscal, deputado federal Cl\u00e1udio Cajado (PP-BA), fixou que a despesa do governo pode ter um crescimento real de 2,5% no gasto, seja qual for a receita.<\/p>\n<p>O governo vinha projetando um crescimento da despesa menor, de cerca de 2,3%. No entanto, a estimativa era generosa quando comparada \u00e0 feita por parte dos economistas que trabalham com estat\u00edsticas macroecon\u00f4micas. A articula\u00e7\u00e3o para cravar o percentual de 2,5% refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de que seria dif\u00edcil chegar a esse patamar.<\/p>\n<p>O ex-secret\u00e1rio do Tesouro Nacional Jeferson Bittencourt, economista da ASA Investments, fez as contas sobre o eventual efeito dessa mudan\u00e7a. Ele estima que a fixa\u00e7\u00e3o do crescimento real do limite em 2,5% para o ano que vem pode render R$ 40 bilh\u00f5es adicionais para o governo, na compara\u00e7\u00e3o com a expectativa inicial de um avan\u00e7o pelo piso de 0,6%.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um custo para a imagem do governo.<\/p>\n<p>&#8220;Ficou ruim fixar no primeiro ano um percentual, j\u00e1 desviando da proposta original. Mostra dificuldade de o governo lidar com a sua pr\u00f3pria regra&#8221;, afirma o economista Manoel Pires, coordenador do N\u00facleo de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica e do Observat\u00f3rio de Pol\u00edtica Fiscal do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas).<\/p>\n<p>Pires acredita que o governo ter\u00e1 de seguir fazendo ajustes para cumprir a regra, possivelmente em pouco tempo.<\/p>\n<p>&#8220;Minha perspectiva \u00e9 que se produzam alguns avan\u00e7os nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, como melhora de prim\u00e1rio e dos mecanismos de gest\u00e3o&#8221;, diz ele. &#8220;Depois, avaliamos algum ajuste mais estrutural na regra, mantendo o que funcionou e ajustando outras coisas. As regras mudam em outros pa\u00edses tamb\u00e9m na medida em que essas avalia\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas. \u00c9 um debate evolutivo no mundo todo.&#8221;<\/p>\n<p>Pires estimava crescimento de pouco mais de 1% nos gastos pelos par\u00e2metros da proposta apresentada originalmente.<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 ligeiramente superior ao projetado pelo economista Br\u00e1ulio Borges que, considerando as receitas at\u00e9 junho deste ano, trabalhava com um aumento real de 0,9% para as despesas dentro da regra.<\/p>\n<p>&#8220;A sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 ruim porque mostra que o governo n\u00e3o quer fazer ajuste j\u00e1 no primeiro ano de vig\u00eancia do novo arcabou\u00e7o, e isso depois de ter um ano de forte expans\u00e3o de despesas, por causa da PEC (proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o) aprovada em 2022&#8221;, afirma, em refer\u00eancia \u00e0 proposta aprovada ainda na transi\u00e7\u00e3o, que assegurou um adicional de R$ 168 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Nas proje\u00e7\u00f5es de Borges, a fixa\u00e7\u00e3o do crescimento da despesa no teto da banda tamb\u00e9m vai elevar o esfor\u00e7o necess\u00e1rio para cumprir a meta de resultado prim\u00e1rio \u2013a promessa do ministro Fernando Haddad (Fazenda) \u00e9 zerar o d\u00e9ficit no ano que vem. Se antes o governo precisaria de R$ 150 bilh\u00f5es, com a mudan\u00e7a vai ter de conseguir um adicional de receita da ordem de R$ 180 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Procurado pela reportagem, Cajado explicou que a fixa\u00e7\u00e3o dos 2,5% busca contornar os efeitos da desonera\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis adotada no fim de 2022, que contribuiu para derrubar a infla\u00e7\u00e3o \u2013que agora corrigir\u00e1 o novo teto (j\u00e1 que um menor \u00edndice de pre\u00e7os diminui a corre\u00e7\u00e3o das despesas).<\/p>\n<p>Segundo ele, a proposta foi colocada na mesa de negocia\u00e7\u00e3o e foi aceita por todos que participam das conversas sobre o novo arcabou\u00e7o.<\/p>\n<p>No entanto, a metodologia para o reajuste do limite de despesas pela infla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi alterada na tramita\u00e7\u00e3o do texto \u2013o que deve impulsionar mais os gastos.<\/p>\n<p>Pela proposta original, seria considerado o IPCA acumulado de janeiro a junho e o estimado pelo governo de julho a dezembro. Como estimativas est\u00e3o sempre em uma \u00e1rea cinzenta, o relator considerou mais apropriado considerar o IPCA que de fato ocorreu nos 12 meses encerrados em junho do ano anterior do Or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m veio acompanhada de uma manobra que ajudou a turbinar as despesas na largada do arcabou\u00e7o. A nova vers\u00e3o do texto autoriza o governo a fazer ajustes, caso o \u00edndice de pre\u00e7os tenha uma acelera\u00e7\u00e3o nos meses at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>Esse ajuste significa, na pr\u00e1tica, a possibilidade de ampliar gastos no exerc\u00edcio seguinte. Via de regra, a incorpora\u00e7\u00e3o dessa diferen\u00e7a seria tempor\u00e1ria, mas o texto prev\u00ea uma exce\u00e7\u00e3o para 2024, quando o ajuste nos gastos ser\u00e1 permanente. Isso ajudar\u00e1 a inflar a base de c\u00e1lculo do limite para 2025 em diante.<\/p>\n<p>Bittencourt, da ASA Investments, estima que s\u00f3 esse efeito pode dar mais R$ 42 bilh\u00f5es para o governo gastar.<\/p>\n<p>Isso porque a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses at\u00e9 junho de 2023 deve ficar em 3,7%, enquanto o IPCA at\u00e9 dezembro \u00e9 estimado em 5,8%. A diferen\u00e7a de 2,1 ponto percentual \u00e9 quanto o teto crescer\u00e1 a mais, de forma permanente, por causa da reda\u00e7\u00e3o da regra.<\/p>\n<p>T\u00e9cnicos que participam das negocia\u00e7\u00f5es do projeto admitem que a reda\u00e7\u00e3o proporciona um espa\u00e7o extra de pelo menos R$ 35 bilh\u00f5es \u2013menor que as estimativas do mercado porque h\u00e1 expectativa de queda no pre\u00e7o dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p>Outros t\u00e9cnicos minimizam o ru\u00eddo em torno desse ponto sob a justificativa de que o projeto original do governo j\u00e1 previa a corre\u00e7\u00e3o do limite pela infla\u00e7\u00e3o observada at\u00e9 junho mais a proje\u00e7\u00e3o at\u00e9 dezembro. Para esse grupo, o valor extra j\u00e1 estaria contabilizado nas estimativas.<\/p>\n<p>No mercado, outros economistas tamb\u00e9m apontam o espa\u00e7o extra que o desenho da regra est\u00e1 proporcionando ao governo. &#8220;Nossa conta \u00e9 de que o governo &#8216;ganha&#8217; R$ 68 bilh\u00f5es a mais para gastar no ano que vem&#8221;, estima Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos. Desse valor, R$ 19 bilh\u00f5es viriam da fixa\u00e7\u00e3o do crescimento da despesa em 2,5%, e os outros R$ 49 bilh\u00f5es, da diferen\u00e7a nos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Procurada pela reportagem, a assessoria do Minist\u00e9rio da Fazenda disse que n\u00e3o comentar\u00e1 proje\u00e7\u00f5es feitas por institui\u00e7\u00f5es privadas e que o arcabou\u00e7o segue o tr\u00e2mite no Congresso.<\/p>\n<p>&#8220;O Minist\u00e9rio da Fazenda apresentou o projeto do Regime Fiscal Sustent\u00e1vel e o submeteu ao Congresso Nacional. Neste momento, dentro da normalidade do sistema democr\u00e1tico, cabe ao relator e ao Parlamento debaterem a proposta.&#8221;Veja ponto a ponto as principais mudan\u00e7as feitas pelo relator:<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">OBRIGA\u00c7\u00c3O DE CONTINGENCIAR<\/span><\/p>\n<p>Relator inseriu no texto a obriga\u00e7\u00e3o de o governo contingenciar despesas durante o ano, caso haja perspectiva de frustra\u00e7\u00e3o de receitas ou aumento de outros gastos que ameace o cumprimento da meta fiscal no exerc\u00edcio. A tarefa \u00e9 exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, mas o governo pretendia flexibilizar a norma por meio do novo arcabou\u00e7o.<br \/>&#8211; Relator inova ao propor que o contingenciamento das discricion\u00e1rias deve ficar limitado a 25% de seu total.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">INCLUS\u00c3O DE GATILHOS DE AJUSTE<\/span><\/p>\n<p>Caso as contas do governo apresentem resultado abaixo do limite inferior da meta, fica vedado:<br \/>&#8211; Altera\u00e7\u00e3o de estrutura de carreira que implique aumento de despesa<br \/>&#8211; Cria\u00e7\u00e3o ou majora\u00e7\u00e3o de aux\u00edlios, vantagens e benef\u00edcios de qualquer natureza<br \/>&#8211; Cria\u00e7\u00e3o de despesa obrigat\u00f3ria<br \/>&#8211; Medida que implique reajuste de despesa obrigat\u00f3ria acima da varia\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, observada a manuten\u00e7\u00e3o do poder de compra<br \/>&#8211; Cria\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de programas e linhas de financiamento de d\u00edvidas que ampliem subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es<br \/>&#8211; Concess\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o de incentivo ou benef\u00edcio de natureza tribut\u00e1riaAs medidas valem por um ano. Se no ano seguinte a meta for atingida, as san\u00e7\u00f5es caem automaticamente.<\/p>\n<p>O presidente da Rep\u00fablica pode propor ao Congresso a suspens\u00e3o parcial ou maior grada\u00e7\u00e3o das veda\u00e7\u00f5es listadas acima, desde que demonstre que o impacto e a dura\u00e7\u00e3o das medidas adotadas ser\u00e3o suficientes para a corre\u00e7\u00e3o do desvio.<\/p>\n<p>Medidas de ajuste n\u00e3o se aplicam aos reajustes do sal\u00e1rio m\u00ednimo definidas em lei de valoriza\u00e7\u00e3o do piso.<\/p>\n<p>No segundo ano seguido de descumprimento, passa a ficar vedado tamb\u00e9m:<br \/>&#8211; Aumentos e reajustes em geral na despesa com pessoal<br \/>&#8211; Admiss\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o de pessoal, a n\u00e3o ser para repor vac\u00e2ncias<br \/>&#8211; Realiza\u00e7\u00e3o de concurso p\u00fablico, exceto para repor vac\u00e2ncias<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">DIMINUI\u00c7\u00c3O DA LISTA DE EXCE\u00c7\u00d5ES AO LIMITE DE DESPESAS<\/span><\/p>\n<p>O que o relator tirou da lista de exce\u00e7\u00f5es proposta pelo governo (ou seja, itens passam a consumir espa\u00e7o no limite de gastos):<br \/>&#8211; Despesas com investimentos do Tesouro em empresas estatais n\u00e3o-financeiras<br \/>&#8211; Repasses a estados e munic\u00edpios para bancar o piso da enfermagem<br \/>&#8211; Fundeb (fundo da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica)<br \/>&#8211; Ajuda federal \u00e0s for\u00e7as de seguran\u00e7a do Distrito Federal por meio do FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal)<br \/>Como ficou a lista de exce\u00e7\u00f5es ao limite de gastos:<br \/>&#8211; Transfer\u00eancias constitucionais a estados e munic\u00edpios a t\u00edtulo de reparti\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<br \/>&#8211; Cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios, liberados em casos imprevis\u00edveis e urgentes (como os decorrentes de guerra, como\u00e7\u00e3o interna ou calamidade p\u00fablica)<br \/>&#8211; Despesas custeadas com recursos de doa\u00e7\u00f5es ou de acordos judiciais ou extrajudiciais firmados em fun\u00e7\u00e3o de desastres<br \/>&#8211; Despesas das universidades e institui\u00e7\u00f5es federais, e das empresas p\u00fablicas da Uni\u00e3o prestadoras de servi\u00e7os para hospitais universit\u00e1rios federais, quando custeadas com receitas pr\u00f3prias, de doa\u00e7\u00f5es ou de conv\u00eanios<br \/>&#8211; Despesas custeadas com recursos oriundos de transfer\u00eancias dos demais entes da Federa\u00e7\u00e3o para a Uni\u00e3o destinados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o direta de obras e servi\u00e7os de engenharia<br \/>&#8211; Despesas com acordos de precat\u00f3rios a serem pagos com desconto<br \/>&#8211; Opera\u00e7\u00f5es de encontros de contas com precat\u00f3rios<br \/>&#8211; Despesas n\u00e3o recorrentes da Justi\u00e7a Eleitoral com a realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es<br \/>&#8211; Transfer\u00eancias legais a estados e munic\u00edpios de recursos obtidos com concess\u00e3o florestal<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">C\u00c1LCULO DE RECEITAS<\/span><\/p>\n<p>-Adiciona \u00e0 lista de exce\u00e7\u00f5es do c\u00e1lculo das receitas os programas especiais de recupera\u00e7\u00e3o fiscal que sejam destinados a regularizar a situa\u00e7\u00e3o de devedores e gerar recursos \u00e0 Uni\u00e3o. Com isso, o governo n\u00e3o poder\u00e1 usar esse tipo de recurso para expandir a receita e, em consequ\u00eancia, a despesa do ano seguinte.<br \/>&#8211; Relator manteve de fora do c\u00e1lculo das receitas os demais itens propostos pelo governo. S\u00e3o eles toda a arrecada\u00e7\u00e3o com concess\u00f5es e permiss\u00f5es, dividendos e participa\u00e7\u00f5es pagos por estatais, e ganhos com a explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais (o que compreende principalmente royalties com petr\u00f3leo) -al\u00e9m da conta com transfer\u00eancias constitucionais feitas a estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">B\u00d4NUS PARA INVESTIMENTOS<\/span><\/p>\n<p>&#8211; Passa a prever que apenas 70% do excesso de super\u00e1vit poder\u00e1 ser direcionado a investimentos. No projeto original, o excesso de arrecada\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 meta de prim\u00e1rio poderia ser usado, de forma \u00fanica, para bancar obras e outros investimentos sem afetar o limite de despesas. Haveria apenas um limite tempor\u00e1rio, equivalente a R$ 25 bilh\u00f5es (corrigido anualmente pela infla\u00e7\u00e3o), v\u00e1lido at\u00e9 2028.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Tramita\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">O que acontece agora, com a aprova\u00e7\u00e3o da urg\u00eancia?<\/span><\/p>\n<p>O projeto em regime de urg\u00eancia pode ser votado rapidamente no plen\u00e1rio, sem necessidade de passar pelas comiss\u00f5es. O relator d\u00e1 seu parecer durante a sess\u00e3o no plen\u00e1rio. O texto \u00e9 lido na tribuna, e h\u00e1 possibilidade de vota\u00e7\u00e3o imediata. A vota\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito est\u00e1 prevista para a pr\u00f3xima quarta-feira (24).<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">O que \u00e9 preciso para a proposta ser aprovada no Congresso?<\/span><\/p>\n<p>Projetos de lei complementar exigem maioria absoluta de votos favor\u00e1veis, isto \u00e9, mais da metade dos integrantes de cada Casa. Isso significa ao menos 257 votos na C\u00e2mara e 41 votos no Senado.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Qual \u00e9 o percurso final da tramita\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar pela C\u00e2mara dos Deputados, o texto segue para o Senado. Caso n\u00e3o haja mudan\u00e7as, o texto vai \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p>No entanto, se os senadores fizerem modifica\u00e7\u00f5es no texto, o projeto retorna para a C\u00e2mara, que ter\u00e1 palavra final \u2013os deputados podem acatar as mudan\u00e7as dos senadores ou restituir o texto originalmente aprovado na C\u00e2mara. Nesse caso, ap\u00f3s a nova vota\u00e7\u00e3o o texto \u00e9 remetido \u00e0 san\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>O chefe do Executivo tem 15 dias \u00fateis para sancionar o projeto integral ou com vetos parciais em alguns dispositivos, ou ainda vet\u00e1-lo totalmente. Todos os vetos passam por posterior valida\u00e7\u00e3o do Congresso, que pode derrub\u00e1-los mediante maioria absoluta de deputados (257) e senadores (41).<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2021296\/pais-tem-condicao-de-crescer-ate-2-em-2024-com-reducao-de-juros-diz-haddad\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pa\u00eds tem condi\u00e7\u00e3o de crescer at\u00e9 2% em 2024 com redu\u00e7\u00e3o de juros, diz Haddad<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2021438\/2-manobras-no-arcabouco-fiscal-turbinam-gasto-do-governo-em-ate-r-82-bi-em-2024?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Altera\u00e7\u00f5es no projeto de lei complementar do novo arcabou\u00e7o fiscal est\u00e3o garantindo recursos<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":125135,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-125134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125134\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/125135"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}