{"id":121908,"date":"2023-04-28T09:09:07","date_gmt":"2023-04-28T12:09:07","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/04\/28\/aos-80-jards-macale-renova-a-mpb-em-um-dos-melhores-albuns-do-ano\/"},"modified":"2023-04-28T09:09:07","modified_gmt":"2023-04-28T12:09:07","slug":"aos-80-jards-macale-renova-a-mpb-em-um-dos-melhores-albuns-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/04\/28\/aos-80-jards-macale-renova-a-mpb-em-um-dos-melhores-albuns-do-ano\/","title":{"rendered":"Aos 80, Jards Macal\u00e9 renova a MPB em um dos melhores \u00e1lbuns do ano"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Nos anos 1980, Jards Macal\u00e9 tocava em lugares remotos e improv\u00e1veis. Em shows de voz e viol\u00e3o, costumava fazer uma cir\u00fargica vers\u00e3o do &#8220;Hino Nacional&#8221;. Ao completar 80 anos, em forma, o compositor carioca lan\u00e7a &#8220;Cora\u00e7\u00e3o Bifurcado&#8221;, \u00e1lbum como h\u00e1 muito n\u00e3o se via na m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Em seu &#8220;Hino Nacional&#8221;, cantado a s\u00e9rio, com a letra intacta -era memor\u00e1vel como dizia &#8220;se o penhor dessa igualdade\/ conseguimos conquistar com bra\u00e7o forte\/ no teu seio\/ \u00f3 liberdade\/ desafia o nosso peito a pr\u00f3pria morte&#8221;-, a estrela era o viol\u00e3o: Macal\u00e9 domina o canto acompanhado de Jo\u00e3o Gilberto e a levada de Jo\u00e3o Bosco, mas os desestabiliza com o blues rasgado e o rock. Enche a bossa nova de vidro e corte.<\/p>\n<p>Cinquenta anos ap\u00f3s o LP &#8220;Banquete dos Mendigos&#8221;, de 1973, &#8220;Cora\u00e7\u00e3o Bifurcado&#8221; \u00e9 um disco sobre os amores do amor. Mesmo que o amor seja a medida das coisas que s\u00e3o e das que n\u00e3o s\u00e3o, como na faixa final, &#8220;Cante&#8221;, na qual proclama que &#8220;a melhor coisa do mundo al\u00e9m do amor -como o amor- \u00e9 cantar&#8221;.<\/p>\n<p>A arte de Macal\u00e9 nunca recusou a sujeira, e por isso destoa tanto do mundo sonoro limpinho e asseado do s\u00e9culo 21, e era natural que ele se encontrasse com m\u00fasicos mais jovens de mesmo DNA, como o baterista e percussionista Thomas Harres, o guitarrista, cavaquinista e percussionista Rodrigo Campos, o guitarrista Guilherme Held e o baixista Pedro Dantas.<\/p>\n<p>Entre os parceiros est\u00e3o o pr\u00f3prio Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Clima, Romulo Fr\u00f3es, Alice Coutinho, Jos\u00e9 Carlos Capinan e Ronaldo Bastos. O amor re\u00fane for\u00e7as para se bifurcar.<\/p>\n<p>Desde os primeiros compassos, baixo, bateria e guitarra distorcida j\u00e1 levam a sonoridade do \u00e1lbum a algum lugar ausente dos anos 1970. Sua voz n\u00e3o tem a limpidez do in\u00edcio da carreira. \u00c9 profunda, grave, escura, com gosto para desaguar em &#8220;drives&#8221; de inspira\u00e7\u00e3o guitarr\u00edstica no final das frases. O &#8220;Amor In Natura&#8221;, parceria com Capinan, tudo-nada pode: ele &#8220;derruba casas&#8221;, tem &#8220;uma coisa que n\u00e3o tem no c\u00e9u&#8221;.<\/p>\n<p>A linha descendente de baixo do magistral samba composto com Kiko Dinucci, a faixa-t\u00edtulo, emerge de um canto para Exu -\u00e9 cavaquinho e baixo synth com reco-reco e atabaque a mostrar como &#8220;um amor faz sofrer&#8221; e &#8220;dois am\u00f4 faz chorar&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Vivo dentro de um poema\/ preso na minha can\u00e7\u00e3o&#8221;, canta Macal\u00e9 em &#8220;A Arte de N\u00e3o Morrer&#8221;, a segunda parceria com Capinan, que introduz arranjo de sopros a cargo de Ant\u00f4nio Neves, quem tamb\u00e9m orquestra a gafieira torta de &#8220;Voc\u00ea Vai Rir&#8221;, feita com Clima.<\/p>\n<p>A voz intacta e imaculada de Maria Beth\u00e2nia domina por completo o samba can\u00e7\u00e3o &#8220;Mist\u00e9rios do Nosso Amor&#8221;, a primeira das duas parcerias com Ronaldo Bastos (a outra \u00e9 &#8220;O amor Vem da Paz&#8221;), ambas arranjadas por Crist\u00f3v\u00e3o Bastos. As guitarras d\u00e3o um tempo para a delicadeza, j\u00e1 que &#8220;destino \u00e9 o caminho de tudo que n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Estamos ainda em abril, mas j\u00e1 temos uma candidata favorita \u00e0 melhor m\u00fasica popular brasileira lan\u00e7ada em 2023. A \u00fanica de voz e viol\u00e3o do \u00e1lbum, &#8220;Gr\u00e3os de A\u00e7\u00facar&#8221;, parceria com Alice Coutinho, explica, aprofunda e transfigura os mist\u00e9rios de &#8220;Dindi&#8221;, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira.<\/p>\n<p>Com primorosa constru\u00e7\u00e3o, tanto formal como mel\u00f3dico-harm\u00f4nica -o pr\u00f3prio viol\u00e3o de Macal\u00e9 \u00e9 extra\u00eddo das profundezas do piano de Jobim-, a can\u00e7\u00e3o atinge a encruzilhada em que beleza e tristeza se abra\u00e7am, &#8220;como quem apaga meus versos: fica, Dindi&#8221;.<\/p>\n<p>A imagem dos navios deixando a cidade, como gr\u00e3os de a\u00e7\u00facar &#8220;seguindo far\u00f3is&#8221; nasce antol\u00f3gica, e des\u00e1gua nos quase fr\u00edvolos &#8220;mas como poeta sou \u00e1gua com a\u00e7\u00facar, Dindi&#8221;. &#8220;Mesmo que voc\u00ea n\u00e3o fale\/ as vozes s\u00e3o muitas e enchem o ar&#8221;. Tanto para Jobim como para Macal\u00e9, Dindi n\u00e3o existe: &#8220;voc\u00ea n\u00e3o existe, Dindi&#8221;. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>&#8220;Amo Tanto&#8221;, com letra e m\u00fasica de Macal\u00e9, \u00e9 um tesouro hist\u00f3rico. Trata-se da emocionante grava\u00e7\u00e3o de Nara Le\u00e3o feita em 1966 com Copinha na flauta, Dino 7 Cordas ao viol\u00e3o e Canhoto no cavaquinho.<\/p>\n<p>As guitarras voltam nos flashes de sexo na cidade, &#8220;A Foto do Amor&#8221; -parceria com Rodrigo Campos-, e seguem et\u00e9reas em &#8220;Pra um Novo Amor chegar&#8221; -feita com Guilherme Held e Fr\u00f3es-, m\u00fasica na qual Macal\u00e9 imprime um definitivo solo de viol\u00e3o.<\/p>\n<p>E ainda tem N\u00e1 Ozzetti -segura e plena na miss\u00e3o de cantar a faixa que seria de Gal Costa, pairando sobre a guitarra solit\u00e1ria de Held- em &#8220;Simples Assim&#8221;, composta com Fr\u00f3es.<br \/>Em \u00e9poca na qual os vapores amorosos s\u00e3o frequentemente barateados, a poesia musical de Jards Macal\u00e9 ressurge inteira, intensa, imensa.<\/p>\n<p>CORA\u00c7\u00c3O BIFURCADO<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o \u00d3timo<br \/>Quando Lan\u00e7amento na sexta (28) nas plataformas digitais<br \/>Autoria Jards Macal\u00e9<br \/>Produ\u00e7\u00e3o Guilherme Held, Pedro Dantas, Rodrigo Campos e Thomas Harres<br \/>Dire\u00e7\u00e3o Romulo Fr\u00f3es<br \/>Gravadora Biscoito Fino<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/fama\/2014385\/as-brigas-de-familia-dos-famosos-de-relacoes-cortadas-a-divisao-de-bens\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">As brigas de fam\u00edlia dos famosos: de rela\u00e7\u00f5es cortadas a divis\u00e3o de bens!<\/a><\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Cultura<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/celebridades\/2014136\/aos-80-jards-macale-renova-a-mpb-em-um-dos-melhores-albuns-do-ano?utm_source=rss-cultura&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Nos anos 1980, Jards Macal\u00e9 tocava em lugares remotos e improv\u00e1veis. 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