{"id":117709,"date":"2023-04-03T22:08:36","date_gmt":"2023-04-04T01:08:36","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/04\/03\/ataques-de-tubarao-caem-no-mundo-enquanto-brasil-tem-maior-taxa-de-letalidade\/"},"modified":"2023-04-03T22:08:36","modified_gmt":"2023-04-04T01:08:36","slug":"ataques-de-tubarao-caem-no-mundo-enquanto-brasil-tem-maior-taxa-de-letalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/04\/03\/ataques-de-tubarao-caem-no-mundo-enquanto-brasil-tem-maior-taxa-de-letalidade\/","title":{"rendered":"Ataques de tubar\u00e3o caem no mundo, enquanto Brasil tem maior taxa de letalidade"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Os acidentes com tubar\u00f5es em todo o mundo atingiram o menor patamar da \u00faltima d\u00e9cada em 2022: foram 57 ataques, com cinco mortes. No ano anterior, foram registrados 73 casos.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid, tamb\u00e9m foram registrados 57 casos, fato atribu\u00eddo ao menor n\u00famero de pessoas no mar devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas pela emerg\u00eancia sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do Arquivo Internacional de Ataques de Tubar\u00f5es, produzido pelo Museu de Hist\u00f3ria Natural da Fl\u00f3rida (EUA). Nos \u00faltimos dez anos, s\u00f3 em 2022 e em 2020 foram registrados menos de 60 ataques por ano \u2013o recorde s\u00e3o os 98 registros de 2015.<\/p>\n<p>Apesar disso, o Brasil possui a maior taxa de letalidade nos ataques, de 30% (3 em 10) dos acidentes em 2021 -contra 1% e 14% nos dois locais com o maior n\u00famero de registros de ataques de tubar\u00e3o, a Fl\u00f3rida e a Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Segundo o bi\u00f3logo e professor da Unesp Otto Bismarck, isso ocorre porque na Fl\u00f3rida os tubar\u00f5es que mais provocam incidentes s\u00e3o o tubar\u00e3o-galha-preta (Carcharhinus limbatus), menores e com menor risco de fatalidade, enquanto locais como Pernambuco t\u00eam as esp\u00e9cies cabe\u00e7a-chata (Carcharhinus leucas) e tubar\u00e3o-tigre (Galeocerdo cuvier) como principais.<\/p>\n<p>&#8220;Diferentes esp\u00e9cies est\u00e3o envolvidas em diferentes riscos. Al\u00e9m disso, outro fator que vai influenciar a gravidade \u00e9 a infraestrutura para realizar o primeiro resgate. Infelizmente aqui vemos com frequ\u00eancia dez, 20 pessoas em volta da pessoa com o ferimento filmando e poucos socorros sendo prestados&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>Segundo Gavin Naylor, diretor do programa de pesquisa em tubar\u00f5es do museu americano e coordenador da pesquisa, o mais importante \u00e9 entender porque os n\u00fameros oscilaram t\u00e3o pouco no per\u00edodo. .<\/p>\n<p>&#8220;A flutua\u00e7\u00e3o do n\u00famero de acidentes parece variar muito pouco, mas isso pode ser porque os lugares com maior infraestrutura e melhor comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que registram mais. \u00c9 prov\u00e1vel que outros acidentes ocorram em lugares onde n\u00e3o h\u00e1 o monitoramento t\u00e3o preciso&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>A queda nos acidentes, segundo o relat\u00f3rio, pode estar atribu\u00edda a uma redu\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o de todas as esp\u00e9cies de tubar\u00f5es no mundo, mas tamb\u00e9m por medidas de seguran\u00e7a e conscientiza\u00e7\u00e3o nas praias.<\/p>\n<p>&#8220;Mais e mais pessoas est\u00e3o nas praias, e os acidentes s\u00f3 ocorrem quando h\u00e1 tubar\u00f5es pr\u00f3ximos \u00e0s praias e muitas pessoas tamb\u00e9m no mar. Hoje temos alguns casos de sucesso de comunica\u00e7\u00e3o de risco e preven\u00e7\u00e3o de acidentes em praias populosas no mundo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Dentre as medidas citadas est\u00e3o n\u00e3o entrar na \u00e1gua quando ela estiver com baixa visibilidade, evitar \u00e1reas onde s\u00e3o vistos peixes &#8220;pulando&#8221; para fora d&#8217;\u00e1gua ou linhas de pesca \u2013uma vez que os tubar\u00f5es podem estar ca\u00e7ando ativamente os peixes\u2013 e evitar usar joias, rel\u00f3gios e pulseiras no mar, uma vez que a luz pode refletir e o brilho pode ser confundido com uma presa.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fatores que levam \u00e0 queda nas popula\u00e7\u00f5es de tubar\u00f5es s\u00e3o a pesca excessiva, o desequil\u00edbrio ambiental e a redu\u00e7\u00e3o global de peixes nos oceanos, que s\u00e3o os alimentos preferenciais dos tubar\u00f5es. Um estudo mostrou que os tubar\u00f5es e raias de corais s\u00e3o os mais amea\u00e7ados do mundo, atr\u00e1s somente dos mam\u00edferos aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Para Naylor, houve uma queda not\u00e1vel no n\u00famero de acidentes fatais nos \u00faltimos cem anos. &#8220;Isso se deve muito por pol\u00edticas locais de preven\u00e7\u00e3o e de como agir em casos de mordida de tubar\u00e3o, reduzindo significativamente o tempo entre o ataque e o atendimento m\u00e9dico&#8221;, explica. &#8220;No caso de uma mordida pr\u00f3ximo \u00e0 veia femoral, a janela de tempo \u00e9 de minutos.&#8221;<\/p>\n<p>Um dos modelos de sucesso no mundo citado pelo relat\u00f3rio \u00e9 a Austr\u00e1lia, que tem a maior incid\u00eancia de acidentes com tubar\u00e3o branco (Carcharodon carcharias).<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 natural que isso ocorra porque l\u00e1 existem dois fatores cruciais para o maior n\u00famero de registro: muitas pessoas na \u00e1gua e o maior tubar\u00e3o conhecido, tamb\u00e9m em quantidade, pr\u00f3ximos \u00e0 costa. Por isso foi fundamental que o p\u00fablico, assim como as autoridades, tamb\u00e9m fosse orientado a como agir caso ocorresse um acidente&#8221;, afirma Naylor.<\/p>\n<p>O pesquisador brasileiro aponta que o risco de um acidente com tubar\u00e3o acontecer ainda permanece raro. &#8220;Pode ter certeza que na \u00e1gua o risco \u00e9 muito maior de morrer por outras coisas, como afogamento ou outros acidentes&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;E, para cada pessoa que v\u00ea um tubar\u00e3o, com certeza outros tubar\u00f5es j\u00e1 viram mil pessoas. A diferen\u00e7a \u00e9 que, em geral, eles fogem e v\u00e3o em busca de presas, enquanto os ataques ocorrem em situa\u00e7\u00f5es particulares, quando eles est\u00e3o famintos ou quando mordem por acidente&#8221;, explica o cientista da Fl\u00f3rida.<br \/>*<br \/><span class=\"news_bold\">O QUE FAZER PARA EVITAR UM ATAQUE DE TUBAR\u00c3O<\/span><\/p>\n<p>Antes de avistar<br \/>&#8211; Ver se o local est\u00e1 com algum aviso de interdi\u00e7\u00e3o<br \/>&#8211; Checar a visibilidade da \u00e1gua (n\u00e3o entrar se estiver com pouca visibilidade)<br \/>&#8211; Evitar entrar na \u00e1gua no per\u00edodo do entardecer at\u00e9 o amanhecer<br \/>&#8211; N\u00e3o entrar na \u00e1gua sozinho<br \/>&#8211; N\u00e3o entrar na \u00e1gua se tiverem linhas de pesca ou peixes pr\u00f3ximos<br \/>&#8211; Evitar usar joias, rel\u00f3gios e pulseiras met\u00e1licas<br \/>&#8211; N\u00e3o urinar ou fazer necessidades na \u00e1gua (o cheiro pode atrair os animais)Na \u00e1gua, ao avistar um tubar\u00e3o<br \/>&#8211; N\u00e3o se assustar ou sair debatendo e espalhando \u00e1gua (os tubar\u00f5es podem interpretar como sinal de fraqueza)<br \/>&#8211; Gritar (eles tendem a se afugentar)<br \/>&#8211; Manter a calma e tentar sair do mar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/2005893\/ataques-de-tubarao-caem-no-mundo-enquanto-brasil-tem-maior-taxa-de-letalidade?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Os acidentes com tubar\u00f5es em todo o mundo atingiram o menor patamar da<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":117710,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-117709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=117709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117709\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/117710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=117709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=117709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=117709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}