{"id":116906,"date":"2023-03-29T07:08:26","date_gmt":"2023-03-29T10:08:26","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/03\/29\/covid-ainda-e-uma-das-principais-causas-de-mortes-no-brasil\/"},"modified":"2023-03-29T07:08:26","modified_gmt":"2023-03-29T10:08:26","slug":"covid-ainda-e-uma-das-principais-causas-de-mortes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/03\/29\/covid-ainda-e-uma-das-principais-causas-de-mortes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Covid ainda \u00e9 uma das principais causas de mortes no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Apesar da mortalidade por Covid ter ca\u00eddo em 2022, a doen\u00e7a se mant\u00e9m entre as cinco principais causas de morte no Brasil, segundo levantamento feito pelo DeltaFolha utilizando dados do SIM (Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Mortalidade) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Em 2020, quando come\u00e7ou a pandemia, morreram 194.976 pessoas de Covid. Com isso, ela se tornou a principal causa de morte por todos os tipos (incluindo causas externas, como acidentes e mortes violentas). O quadro se repetiu em 2021, quando foram contabilizados 424.133 \u00f3bitos apenas por Covid.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, as mortes por Covid superaram os dois principais tipos de causas de morte no pa\u00eds na \u00faltima d\u00e9cada: doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (incluindo infarto do mioc\u00e1rdio e doen\u00e7a isqu\u00eamica) e neoplasias (tumores). Por\u00e9m, em fevereiro de 2022, a Covid deixou de ser a principal causa de morte no pa\u00eds, ocupando o segundo lugar, atr\u00e1s de doen\u00e7as cardiovasculares (um conjunto variado que inclui diversos tipos de doen\u00e7as).<\/p>\n<p>E, em mar\u00e7o, por fim, chegou \u00e0 sexta posi\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s de doen\u00e7a isqu\u00eamica do cora\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as cerebrovasculares (AVC), outras doen\u00e7as cardiovasculares e infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias. Os n\u00fameros para 2022, por\u00e9m, ainda s\u00e3o preliminares.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel, segundo os especialistas, deve-se principalmente ao avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, mas ainda \u00e9 importante olhar para o impacto da Covid na sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;Certamente n\u00e3o estamos vendo aqueles n\u00fameros elevados de mortes [por Covid] como a gente tinha antes&#8221;, diz a dem\u00f3grafa, professora na Universidade Harvard e colunista da Folha de S.Paulo M\u00e1rcia Castro. &#8220;Para ter esse patamar de volta, s\u00f3 com um outro pat\u00f3geno ou alguma variante que escapasse totalmente de anticorpos.&#8221;<\/p>\n<p>Castro ressalta ainda que, apesar da melhora, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever qual ser\u00e1 o patamar anual de mortes pela doen\u00e7a. &#8220;Acompanhando as hospitaliza\u00e7\u00f5es por SRAG [s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave] por Covid conseguimos estimar a mortalidade de acordo com a tend\u00eancia nos \u00faltimos meses, mas ainda n\u00e3o temos esse n\u00famero.&#8221;<\/p>\n<p>A pesquisadora lembra ainda que as diferentes coberturas vacinais de refor\u00e7o na popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m entram nessa conta. &#8220;Em um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico em que todas as pessoas recebam os refor\u00e7os, mesmo assim a mortalidade n\u00e3o vai ser zero, sempre vai existir uma taxa de mortes, mas h\u00e1 muito atraso vacinal.&#8221;<\/p>\n<p>A porcentagem no n\u00famero total de mortes anuais no pa\u00eds por Covid tamb\u00e9m caiu nos \u00faltimos meses. Se em abril de 2021, o m\u00eas que mais registrou mortes por Covid, 41,85% das mortes no pa\u00eds foram pelo coronav\u00edrus, ela representou cerca de 1,89% das mortes em setembro de 2022, quando foram disponibilizados os \u00faltimos dados, porcentagem similar ao que se registra de mortes por homic\u00eddio (1,8%).<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s tivemos dois picos terr\u00edveis que foram em maio de 2020 e depois nos primeiros meses de 2021, mas depois disso a mortalidade foi reduzindo, de tal forma que hoje n\u00f3s estamos voltando ao nosso patamar basal&#8221;, explica o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Lotufo.<\/p>\n<p>Os efeitos da Covid em outras doen\u00e7as, por\u00e9m, podem ainda demorar a ser notados. &#8220;O excesso de mortalidade nos dois primeiros anos e ainda em 2022 devido \u00e0 Covid foi direto, mas a pandemia pode ter provocado uma redu\u00e7\u00e3o na sobrevida de pacientes com c\u00e2ncer que acabaram morrendo antes do tempo. Por isso, os efeitos nas outras causas de morte ainda est\u00e3o em observa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 sabido que a Covid provocou uma redu\u00e7\u00e3o na expectativa de vida global, de cerca de 1,8 ano, mas no Brasil tal diferen\u00e7a chegou a 4,4 anos, conforme aponta um estudo conduzido por Castro.<\/p>\n<p>&#8220;A Covid certamente teve um impacto nas mortalidades por outras causas, mas enquanto em algumas reduziu [porque tiveram menos mortes por aquela causa], em outras ela aumentou, como diabetes e doen\u00e7as renais. Ela [Covid] n\u00e3o \u00e9 uma causa de morte independente&#8221;, diz a dem\u00f3grafa.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar que a Covid \u00e9 uma causa \u00fanica, enquanto doen\u00e7as cardiovasculares representam um conjunto de doen\u00e7as que inclui v\u00e1rias causas. Alguns tipos de causas de morte v\u00e3o apresentar varia\u00e7\u00e3o quanto ao sexo, idade, condi\u00e7\u00e3o social ou regi\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para a assessora t\u00e9cnica s\u00eanior da Vital Strategies e ex-diretora do Departamento de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as e Agravos N\u00e3o Transmiss\u00edveis e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, F\u00e1tima Marinho, o c\u00e1lculo do impacto que a Covid teve em outras doen\u00e7as depende de dados estratificados e que s\u00e3o muitas vezes dif\u00edceis de obter a n\u00edvel nacional.<\/p>\n<p>Um exemplo que ela cita \u00e9 o c\u00e1lculo de excesso de mortalidade feito nos Estados Unidos por pesquisadores do CDC (Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as). Em alguns locais, como NY, o excesso de mortalidade verificado foi causado 60% por Covid (mortes diretas pela infec\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus), enquanto o restante foram causas associadas.<\/p>\n<p>&#8220;A gente sabe que a Covid pode ser uma causa associada ao comparar grupos de pessoas com a condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de sa\u00fade e que tiveram ou n\u00e3o Covid. Esses efeitos podem durar ainda um tempo at\u00e9 serem bem definidos&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Marinho lembra que a doen\u00e7a que mais teve mortes associadas com a Covid foi diabetes. Um estudo mostrou que 40% dos pacientes diab\u00e9ticos internados por Covid morreram pela doen\u00e7a, e a taxa de pessoas com diabetes cresceu nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>&#8220;O custo da sa\u00fade ser\u00e1 ainda muito maior, porque se antes t\u00ednhamos um total de pessoas a cada ano que necessitavam de hospitaliza\u00e7\u00e3o e atendimento m\u00e9dico, agora \u00e9 muito maior. E, infelizmente, n\u00e3o temos crit\u00e9rios bem definidos para avaliar as sequelas de Covid&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/2004337\/2-covid-ainda-e-uma-das-principais-causas-de-mortes-no-brasil?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Apesar da mortalidade por Covid ter ca\u00eddo em 2022, a doen\u00e7a se mant\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":116907,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-116906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116906\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/116907"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}