{"id":115235,"date":"2023-03-18T18:08:20","date_gmt":"2023-03-18T21:08:20","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/03\/18\/startups-brasileiras-tentam-contornar-efeitos-da-falencia-do-svb\/"},"modified":"2023-03-18T18:08:20","modified_gmt":"2023-03-18T21:08:20","slug":"startups-brasileiras-tentam-contornar-efeitos-da-falencia-do-svb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/03\/18\/startups-brasileiras-tentam-contornar-efeitos-da-falencia-do-svb\/","title":{"rendered":"Startups brasileiras tentam contornar efeitos da fal\u00eancia do SVB"},"content":{"rendered":"<p>PEDRO S. TEIXEIRA<br \/>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; O Silicon Valley Bank (SVB), banco americano voltado ao setor de tecnologia que faliu na \u00faltima semana, era uma op\u00e7\u00e3o comum entre startups brasileiras que buscavam investimentos nos Estados Unidos. Fundos de capital de risco e assessorias financeiras indicavam o SVB como op\u00e7\u00e3o aos neg\u00f3cios que mantinham sede nos EUA.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>O conselho era dado pelo maior fundo de investimentos de risco do mundo, o Sequoia Capital, e tamb\u00e9m por assessorias financeiras, como Kamino e Latitud, para empresas que buscavam fazer o chamado &#8220;Cayman sandwich&#8221;.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o consiste na abertura de uma offshore em um para\u00edso fiscal (Cayman) e uma sede em Delaware, nos EUA, transformando a unidade brasileira em uma subsidi\u00e1ria. O arranjo, organizado para levantar investimentos de fundos de capital de risco, \u00e9 aconselhado como um meio para contornar impostos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista dos investidores, esse desenho garante que seus ativos operem em um pa\u00eds de legisla\u00e7\u00e3o conhecida e seguran\u00e7a jur\u00eddica (EUA). O modelo, por\u00e9m, \u00e9 aceito por poucos bancos \u2013o SVB era um deles.<\/p>\n<p>A aceleradora de startups latino-americanas Latitud recomendava o &#8220;Cayman sandwich&#8221; para startups que levantariam mais de US$ 500 mil ou mais de US$ 100 mil com a\u00e7\u00f5es preferenciais (com direito a voto). Para Gina Gotthilf, co-fundadora da empresa, o melhor servi\u00e7o para essas empresas, at\u00e9 ent\u00e3o, era o SVB.<\/p>\n<p>De acordo com levantamento feito pela startup Trace Finance, que atua no mercado de remessas internacionais dos EUA para o Brasil, mais de 90% das startups nacionais que mantinham offshore tinham conta no SVB.<\/p>\n<p>O levantamento foi feito a partir de dados de ofertas p\u00fablicas iniciais e rodadas de investimento.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Trace foi cliente do SVB, diz o brasileiro Bernardo Brites, CEO da fintech, quando ela recebeu sua primeira rodada de financiamento, em fevereiro de 2022.<\/p>\n<p>Vendo os primeiros ind\u00edcios da crise apareceram nos jornais na quinta (9), a startup adiantou o lan\u00e7amento de seu servi\u00e7o banc\u00e1rio com uma lista de espera. &#8220;Na sexta, fizemos um mutir\u00e3o para cadastrar na m\u00e3o os pedidos que recebemos&#8221;, diz Brites.<\/p>\n<p>A promessa da startup \u00e9 aceitar em at\u00e9 tr\u00eas horas as inscri\u00e7\u00f5es de empresas com mais de US$ 500 mil em caixa.<\/p>\n<p>A Trace Finance afirma j\u00e1 ter 65 clientes e administrar US$ 1 bilh\u00e3o. &#8220;Nossa lista de espera tem mais de cem empresas com um saldo total de US$ 3 bilh\u00f5es&#8221;, acrescenta o CEO da startup. O banco ainda recebe cadastros.<\/p>\n<p>A fintech Brex, fundada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, foi outro destino para o dinheiro da startups. A empresa anunciou no dia 10 uma linha de cr\u00e9dito emergencial para clientes do SVB custearem seus gastos operacionais.<\/p>\n<p>As alternativas visam suprir uma lacuna de mercado, uma vez que grandes bancos, como o JPMorgan Chase, pedem US$ 10 milh\u00f5es em caixa e 60 dias para abrir uma conta.<\/p>\n<p>De acordo com Junior Borneli, fundador da escola de neg\u00f3cios StartSe, os empres\u00e1rios brasileiros come\u00e7aram a se movimentar assim que a Bloomberg publicou as primeiras not\u00edcias de movimenta\u00e7\u00f5es at\u00edpicas no SVB no dia 9. &#8220;Os alertas come\u00e7aram a circular muito rapidamente nos grupos de WhatsApp de empreendedores&#8221;.<\/p>\n<p>O SVB tinha cerca de US$ 209 bilh\u00f5es em ativos, o que o tornava o 16\u00ba maior banco dos EUA. A maior parte de seus correntistas eram neg\u00f3cios inovadores.<\/p>\n<p>Em artigo publicado no Financial Times, o dono do Sequoia Capital, Michael Moritz, afirma que, desde 1983, quando abriu, o SVB ganhou reputa\u00e7\u00e3o como um dos pilares da ind\u00fastria da tecnologia.<\/p>\n<p>Na carteira do banco, estavam US$ 50 milh\u00f5es do fundador do site de pagamentos PayPal Peter Thiel, de acordo com o Financial Times.<\/p>\n<p>Embora o governo americano tenha afirmado que todos os clientes do banco conseguir\u00e3o sacar seus dep\u00f3sitos, empresas de menor porte t\u00eam encontrado dificuldades para acessar seus recursos, afirma Benjamin Gleason, s\u00f3cio da Kamino, companhia especializada em assessorar startups com burocracia financeira.<\/p>\n<p>&#8220;Um colapso dessa propor\u00e7\u00e3o acontecer com uma institui\u00e7\u00e3o t\u00e3o s\u00f3lida quanto o SVB era impens\u00e1vel para a maioria do ecossistema de startups, mas \u00e9 sempre bom se precaver. Orientamos startups a diversificar suas institui\u00e7\u00f5es financeiras&#8221;, afirma Gothlib, da Latitud.<\/p>\n<p>A quebra do SVB deve afetar o ecossistema de startups global e do Brasil, de acordo com Junior Borneli. A crise banc\u00e1ria, que tamb\u00e9m envolveu o Credit Suisse e o First Republic Bank, deve aumentar a avers\u00e3o a risco dos investidores de todo o mundo. Isso pode aumentar a disposi\u00e7\u00e3o de proteger seu dinheiro com t\u00edtulos do governo americano a juros altos.<\/p>\n<p>Para Amure Pinheiro, fundador da plataforma de investimento em startups, Investidores.vc, 2023 ser\u00e1 de adapta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s dois anos com muito capital no mercado de risco. &#8220;Para quem investe \u00e9 bom, porque os bons ativos ficam mais baratos no mercado e os neg\u00f3cios insustent\u00e1veis ficam no caminho.&#8221;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Pinho, as startups com menos de 60 funcion\u00e1rios ter\u00e3o mais chances de se fundirem para fortalecer a estrutura e enfrentar tempos sem cr\u00e9dito f\u00e1cil. &#8220;Algumas dessas empresas pequenas t\u00eam solu\u00e7\u00f5es e talentos para oferecer.&#8221;<\/p>\n<p>Bornelli, por sua vez, diz que as startups de maior porte que planejavam entrar no mercado de capitais com primeira oferta inicial (IPO, na sigla em ingl\u00eas) ter\u00e3o de aceitar valores menores.<br \/>Para a fintech Distrito, a escassez de financiamento pode manter a tend\u00eancia de cortes de pessoal nas empresas novatas para enxugar o neg\u00f3cio. Outras startups t\u00eam buscado linhas de cr\u00e9dito para continuar funcionando.<\/p>\n<p>Benjamin Gleason, da Kamino, diz que, depois da quebra do SVB, os fundos de investimento de risco devem passar a valorizar a estrat\u00e9gia de tesouraria da empresa como crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o vai adiantar ter s\u00f3 lucro e talento, vai ser importante mostrar que tem mais de um banco, seguro etc.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2001103\/startups-brasileiras-tentam-contornar-efeitos-da-falencia-do-svb?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PEDRO S. 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