{"id":110788,"date":"2023-02-16T22:08:32","date_gmt":"2023-02-17T01:08:32","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/02\/16\/pixinguinha-ganha-disco-com-ineditas-para-celebrar-os-50-anos-de-sua-morte\/"},"modified":"2023-02-16T22:08:32","modified_gmt":"2023-02-17T01:08:32","slug":"pixinguinha-ganha-disco-com-ineditas-para-celebrar-os-50-anos-de-sua-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/02\/16\/pixinguinha-ganha-disco-com-ineditas-para-celebrar-os-50-anos-de-sua-morte\/","title":{"rendered":"Pixinguinha ganha disco com in\u00e9ditas para celebrar os 50 anos de sua morte"},"content":{"rendered":"<p>LEONARDO LICHOTE (FOLHAPRESS) &#8211; No dia 17 de fevereiro de 1973, Pixinguinha morreu durante uma cerim\u00f4nia de batismo em Ipanema na qual era padrinho -&#8220;S\u00f3 quem morre dentro de uma igreja\/ Vira orix\u00e1, louvado seja\/ Senhor\/ Meu santo Pixinguinha&#8221;, j\u00e1 escreveu Paulo C\u00e9sar Pinheiro para melodia de Moacyr Luz no samba-homenagem &#8220;Som de Prata&#8221;.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Agora, quando se completam 50 anos da despedida, o compositor, como orix\u00e1, segue se mostrando vivo e, mais do que isso, novo. A s\u00e9rie de discos &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221;, da gravadora Deck, traz 50 composi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas do artista, garimpadas em seu acervo.<\/p>\n<p>Algumas delas ganharam versos de letristas como Arnaldo Antunes, autor de &#8220;Po\u00e9tica (Chuvisco na Telha)&#8221;. O projeto ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta quinta-feira (16) com um show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;A certa altura de sua vida, Pixinguinha foi passado da vanguarda para velha guarda sem escalas, e ali ficou. Uma imagem passadista que n\u00e3o condiz com a modernidade de sua m\u00fasica&#8221;, diz o cavaquinista e pesquisador Henrique Cazes, diretor musical do projeto.<\/p>\n<p>&#8220;Em &#8216;Pixinguinha Como Nunca&#8217; buscamos olhar o artista com esse vi\u00e9s moderno. Pixinguinha in\u00e9dito, mas n\u00e3o no passado e sim no s\u00e9culo 21&#8221;, completa. O pr\u00f3prio t\u00edtulo &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221; traz esse sentido, de uma perspectiva contempor\u00e2nea. &#8220;Al\u00e9m disso, refere-se tamb\u00e9m ao fato de juntar um time de m\u00fasicos que nunca tocou junto. E, claro, de ser de m\u00fasicas que nunca foram editadas ou gravadas&#8221;.<\/p>\n<p>O time de m\u00fasicos que o diretor menciona \u00e9 formado por Carlos Malta (flauta e sax), Silv\u00e9rio Pontes (trompete), Marcelo Caldi (sanfona), Marcos Suzano (percuss\u00e3o), Jo\u00e3o Camarero (viol\u00e3o de 7 cordas) e o pr\u00f3prio Cazes (arranjos e cavaquinho).<\/p>\n<p>Todos instrumentistas que, de diferentes formas, t\u00eam na tradi\u00e7\u00e3o um ponto de partida, n\u00e3o de chegada -desde Silv\u00e9rio, um mestre afeito \u00e0s rodas de choro, at\u00e9 Suzano, que reinventou o pandeiro brasileiro bebendo de fontes como a m\u00fasica eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>O ator e cantor Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha e pesquisador da obra de seu av\u00f4, assina a curadoria do projeto, que desenhou ao lado de Cazes. &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221; se divide em quatro \u00e1lbuns. O primeiro deles, &#8220;Pixinguinha Virtuose&#8221;, foi lan\u00e7ado no \u00faltimo dia 3, com obras que deixam evidente a maestria do compositor e seu dom\u00ednio no terreno do choro.<\/p>\n<p>No dia 17, chega \u00e0s plataformas &#8220;Pixinguinha na Roda&#8221;, com pe\u00e7as de apelo mais direto, que Cazes aponta como fortes candidatas a serem abra\u00e7adas pelas rodas de choro. Em abril, dia 6, \u00e9 a vez de &#8220;Pixinguinha Internacional&#8221;, no qual o maestro se aventura em g\u00eaneros estrangeiros como tango e ragtime. Por fim, dia 24, &#8220;Pixinguinha Can\u00e7\u00e3o&#8221; inclui as melodias que ganharam letras de Arnaldo Antunes, Moacyr Luz, Elisa Lucinda, Nei Lopes, Paulinho Moska, Cec\u00edlia Stanzione, Eduardo Gudin, Salgado Maranh\u00e3o, Guinga, Paulo C\u00e9sar Feital e Osvaldo Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>A origem de &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221; remonta ao in\u00edcio da parceria de Vianna e Cazes, que h\u00e1 muito tempo desenvolvem projetos em separado sobre a obra do maestro. Em 2015, eles trabalharam juntos pela primeira vez em &#8220;Pixinguinha: as Cinco Esta\u00e7\u00f5es&#8221;, espet\u00e1culo que passeava pela vida do compositor. Dali para &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221;, foi um caminho natural. &#8220;Um dia&#8221;, conta Vianna, &#8220;perguntei a ele: &#8216;Henrique voc\u00ea sabe que tem in\u00e9ditas?&#8217;. Convidei-o para fazermos algo juntos com isso e ele disse: &#8216;Estava esperando voc\u00ea me chamar!'&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2022, &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221; estreou nos palcos num circuito de shows no Centro Cultural Banco do Brasil, em quatro cidades. Agora, o projeto ganha sua vers\u00e3o fonogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Vianna e Cazes est\u00e3o juntos tamb\u00e9m em outro trabalho que celebra a figura de Pixinguinha nos 50 anos de sua morte. Em dezembro, foi lan\u00e7ado o livro &#8220;Pixinguinha, um Perfil Biogr\u00e1fico&#8221; (Editora Numa), de Andr\u00e9 Diniz, reedi\u00e7\u00e3o ampliada e remodelada de obra lan\u00e7ada h\u00e1 uma d\u00e9cada. Nele, Cazes assina uma discografia comentada, e Vianna, um texto sobre como foi crescer como neto de Pixinguinha.<\/p>\n<p>O levantamento das in\u00e9ditas que aparecem em &#8220;Pixinguinha Como Nunca&#8221; foi iniciado por Alfredo da Rocha Vianna Neto, pai de Marcelo Vianna e filho de Pixinguinha. Era ele quem organizava o arquivo pessoal do m\u00fasico antes de a fam\u00edlia passar a guarda do acervo para o Instituto Moreira Salles, o IMS, onde est\u00e1 desde 2000. Nos \u00faltimos anos, a equipe de pesquisa do IMS trabalhou, entre outras coisas, para confirmar o ineditismo das obras, al\u00e9m de conseguir junto a outros pesquisadores mais material desconhecido.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda tem muita m\u00fasica dele perdida&#8221;, acredita Vianna. &#8220;Ele dava m\u00fasica de presente, coisas que compunha na hora&#8221;, explica, antes de lembrar um epis\u00f3dio curioso: &#8220;Outro dia encontrei George Israel, do Kid Abelha, no avi\u00e3o, que comentou comigo que havia recebido recentemente uma partitura, segundo disseram a ele, de uma in\u00e9dita do Pixinguinha. Ele ficou de me mandar.&#8221;<\/p>\n<p>Para Cazes, a exist\u00eancia de um material in\u00e9dito t\u00e3o extenso tem a ver exatamente com a percep\u00e7\u00e3o de que Pixinguinha era algo do passado. &#8220;Nos seus \u00faltimos 20 anos de vida ele praticamente n\u00e3o gravou suas m\u00fasicas. Se ele tivesse gravado, teria sido maravilhoso. Mas n\u00e3o gravar tamb\u00e9m foi bom, porque deixou muita coisa para a gente fazer&#8221;, brinca o cavaquinista.<\/p>\n<p>Cazes lembra uma hist\u00f3ria que ilustra como a imagem de &#8220;velha guarda&#8221; de Pixinguinha, n\u00e3o era fiel \u00e0 m\u00fasica do maestro, muito mais inovadora do que museol\u00f3gica. O cavaquinista conta que o trombonista Ed Maciel era &#8220;um garoto&#8221; -tinha pouco mais de 20 anos- quando tocava na Orquestra do Pessoal da Velha Guarda, forma\u00e7\u00e3o fixa do programa de r\u00e1dio &#8220;O Pessoal da Velha Guarda&#8221;, de Almirante. Pixinguinha era o arranjador. &#8220;Como Pixinguinha escrevia dif\u00edcil, os mais velhos sa\u00edam fora. Ficava a molecada para segurar o furor inventivo e virtuos\u00edstico dele. E AImirante os anunciava como &#8216;Velha Guarda'&#8221;.<\/p>\n<p>O cavaquinista identifica, entre outros elementos, a marca do racismo na compreens\u00e3o que se criou sobre Pixinguinha: &#8220;S\u00f3 a partir do centen\u00e1rio de Pixinguinha, em 1997, que se come\u00e7ou a ter o acerto de contas e a se entender que, acima do folclore de um mito da velha guarda, cristalizado de pijama na linda foto de Walter Firmo, estava ali um g\u00eanio que lan\u00e7ou as bases da m\u00fasica popular brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>50 ANOS SEM PIXINGUINHA<br \/>Quando Quinta-feira (16), \u00e0s 19h<br \/>Onde Theatro Municipal do Rio de Janeiro &#8211; p\u00e7a. Floriano, S\/N<br \/>Pre\u00e7o De R$ 30 a R$ 100<br \/>Classifica\u00e7\u00e3o Livre<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Cultura<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1992270\/pixinguinha-ganha-disco-com-ineditas-para-celebrar-os-50-anos-de-sua-morte?utm_source=rss-cultura&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LEONARDO LICHOTE (FOLHAPRESS) &#8211; No dia 17 de fevereiro de 1973, Pixinguinha morreu durante uma<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":110789,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-110788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110788\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}