{"id":109550,"date":"2023-02-09T08:08:16","date_gmt":"2023-02-09T11:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/02\/09\/cidades-na-turquia-atingidas-pelo-terremoto-vivem-misto-de-opressao-e-medo\/"},"modified":"2023-02-09T08:08:16","modified_gmt":"2023-02-09T11:08:16","slug":"cidades-na-turquia-atingidas-pelo-terremoto-vivem-misto-de-opressao-e-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/02\/09\/cidades-na-turquia-atingidas-pelo-terremoto-vivem-misto-de-opressao-e-medo\/","title":{"rendered":"Cidades na Turquia atingidas pelo terremoto vivem misto de opress\u00e3o e medo"},"content":{"rendered":"<p>GAZIANTEPE, TURQUIA (FOLHAPRESS) &#8211; Entrar nas cidades turcas de Kahramanmaras e Gaziantepe, que circundam o epicentro do terremoto que matou, at\u00e9 esta quarta (8), 15 mil pessoas, traz um misto de opress\u00e3o e medo.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A opress\u00e3o se deve a ver pessoalmente as ru\u00ednas de pr\u00e9dios inteiros no ch\u00e3o, tratores e escavadeiras remexendo em escombros, e imaginar se algu\u00e9m sob as toneladas de concreto ser\u00e1 resgatado ou esmagado. J\u00e1 o medo diz respeito a chegar a um dos lugares menos seguros da Terra, pelo menos nesta semana.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o terremoto de magnitude 7,8, na noite de domingo (5), dezenas de tremores secund\u00e1rios se seguiram, assustando ainda mais a popula\u00e7\u00e3o e preocupando as dezenas de grupos de resgate que v\u00eam de todas as partes do mundo.<\/p>\n<p>No caminho percorrido pela reportagem para chegar \u00e0 regi\u00e3o, havia for\u00e7as de resgate japonesas, volunt\u00e1rios russos e bombeiros espanh\u00f3is. O ponto de converg\u00eancia na Turquia \u00e9 Kayseri, cidade que tradicionalmente recebe milhares de turistas que v\u00e3o \u00e0 Capad\u00f3cia, a uma hora de dist\u00e2ncia, para voar de bal\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 ali que aterrissam os japoneses. &#8220;Nossa primeira turma chegou ontem [ter\u00e7a (7)], e soubemos que eles j\u00e1 resgataram tr\u00eas&#8221;, conta Takemi Ishikuri, da pol\u00edcia nacional japonesa. Ele lidera um grupo de 70 policiais, bombeiros e agentes da Guarda Costeira, chamado, como pode se ler em seus uniformes e bon\u00e9s, Grupo de Al\u00edvio de Desastres.<\/p>\n<p>Levam quatro cachorros treinados para localizar pessoas em escombros. &#8220;Nosso pa\u00eds tem grande experi\u00eancia com situa\u00e7\u00f5es assim&#8221;, diz Ishikuri, entre orgulhoso e comovido, contando ter participado dos trabalhos ap\u00f3s o terremoto e o subsequente tsunami que assolaram o Jap\u00e3o em 2011.<\/p>\n<p>A reportagem pergunta a Ishikuri se os tr\u00eas resgatados por sua equipe estavam vivos. Parecia \u00f3bvio que sim, mas n\u00e3o. &#8220;Dois mortos. Um com vida&#8221;, responde ele, em tom grave.<\/p>\n<p>Os 30 russos, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o todos volunt\u00e1rios. Com ingl\u00eas razo\u00e1vel, um revela ser engenheiro em uma f\u00e1brica de S\u00e3o Petersburgo. Ele diz que n\u00e3o tem nenhuma experi\u00eancia em terremotos, pois sua cidade, diferentemente de Gaziantepe, est\u00e1 no meio de um p\u00e2ntano.<\/p>\n<p>Uma russa se aproxima e conta que \u00e9 param\u00e9dica. At\u00e9 que o l\u00edder esbraveja que eles est\u00e3o passando muita informa\u00e7\u00e3o. &#8220;Informatsiya&#8221; \u00e9 a \u00fanica palavra que d\u00e1 para pescar, mas diz tudo.<\/p>\n<p>A locomo\u00e7\u00e3o no sul do pa\u00eds est\u00e1 ca\u00f3tica. Em algumas cidades, os aeroportos est\u00e3o fechados. Em outras, n\u00e3o h\u00e1 gasolina. Em parte das estradas, o carro fica 60 minutos sem colocar a primeira marcha devido aos danos nas rodovias.<\/p>\n<p>Para chegar a Gaziantepe, partindo de Kayseri, o trecho de quatro horas se transforma em oito. Vans e caminhonetes repletas de \u00e1gua disputam espa\u00e7o com caminh\u00f5es t\u00e3o grandes que carregam, na ca\u00e7amba, duas ou at\u00e9 tr\u00eas escavadeiras.<\/p>\n<p>Perto de Kayseri, s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que atrapalham. A rodovia dupla se transforma em pista \u00fanica quando a neve se acumula nos dois lados e aperta todo mundo no meio. \u00c0s vezes, o gelo toma conta da pista, e o carro sai deslizando.<\/p>\n<p>Vez por outra, o tr\u00e2nsito para. Veem-se os semblantes s\u00e9rios dentro dos ve\u00edculos em dire\u00e7\u00e3o ao sul. S\u00e3o familiares indo resgatar parentes, volunt\u00e1rios levando mantimentos ou pessoas indo buscar amigos com quem n\u00e3o conseguem contato.<\/p>\n<p>No lado oposto da pista, ao contr\u00e1rio, est\u00e3o as pessoas que fogem do epicentro. Est\u00e3o com medo? Aliviados? Ser\u00e3o moradores que n\u00e3o t\u00eam mais seus im\u00f3veis? Ou ser\u00e3o inquilinos que agora n\u00e3o t\u00eam mais alugu\u00e9is para pagar? Seria preciso descer no frio de &#8211; 8\u00baC para bater nos vidros e perguntar.<\/p>\n<p>A internet funciona, mas as cidades sofrem de diversas formas. Em Gaziantepe, n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua quente. Os recepcionistas dos hot\u00e9is sugerem aos h\u00f3spedes que usem as cafeteiras el\u00e9tricas dos quartos para esquentar a \u00e1gua do banho. A temperatura na cidade alcan\u00e7a 5\u00baC quando bate sol.<\/p>\n<p>No hotel em que a reportagem est\u00e1, de oito andares -mas com arquitetura preparada at\u00e9 a magnitude de 9, afirma a recep\u00e7\u00e3o-, h\u00e1 90 pessoas abrigadas, a maioria parentes dos funcion\u00e1rios da casa. O hotel abriu as portas a eles gratuitamente, e as crian\u00e7as n\u00e3o param quietas. Para elas, a vida sempre continua.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/mundo\/1989960\/cidades-na-turquia-atingidas-pelo-terremoto-vivem-misto-de-opressao-e-medo?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GAZIANTEPE, TURQUIA (FOLHAPRESS) &#8211; Entrar nas cidades turcas de Kahramanmaras e Gaziantepe, que circundam o<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":109551,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-109550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109550\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}