{"id":105709,"date":"2023-01-15T19:08:15","date_gmt":"2023-01-15T22:08:15","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/15\/fim-da-era-dos-food-trucks-expoe-desafios-da-comida-de-rua-em-sp\/"},"modified":"2023-01-15T19:08:15","modified_gmt":"2023-01-15T22:08:15","slug":"fim-da-era-dos-food-trucks-expoe-desafios-da-comida-de-rua-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/15\/fim-da-era-dos-food-trucks-expoe-desafios-da-comida-de-rua-em-sp\/","title":{"rendered":"Fim da era dos food trucks exp\u00f5e desafios da comida de rua em SP"},"content":{"rendered":"<p>DANIELE MADUREIRAS\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Fabr\u00edcio Moreira, 37, trocou as por\u00e7\u00f5es de massa e estrogonofe pelo volante do Uno 2021. Marcos Paulo Ben\u00edcio, 45, abriu m\u00e3o de montar diariamente marmitex e massas de pizza para atender uma agenda de clientes em busca de im\u00f3veis. J\u00e1 M\u00e1rcio Silva, 51, continua preparando hamb\u00fargueres -n\u00e3o mais sobre as quatro rodas dos caminh\u00f5es Mercedes Benz que circulavam na capital paulista, mas em um ponto fixo em Pinheiros, zona oeste da cidade.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Nove anos depois de sancionada pelo ent\u00e3o prefeito de S\u00e3o Paulo, Fernando Haddad (PT), em dezembro de 2013, a lei 15.947, que regulamenta a comida de rua na capital paulista, deixou de atrair empreendedores.<\/p>\n<p>Apresentada como um grande incentivo para tirar vendedores ambulantes da informalidade e, ao mesmo tempo, trazer chefes de cozinha para as ruas da maior cidade do pa\u00eds, oferecendo vers\u00f5es acess\u00edveis de pratos estrelados, a lei deixou a desejar ao inibir a livre circula\u00e7\u00e3o dos vendedores pela cidade.<\/p>\n<p>Foi o que fez desaparecer da capital as centenas de caminh\u00f5es de comida que come\u00e7aram a circular por S\u00e3o Paulo ainda em 2013 (em 2019, somavam cerca de 600). Hoje eles s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o nos bairros e podem ser encontrados na maior parte das vezes em eventos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a partir de 2020, a pandemia tirou das ruas parte dos 12,3 milh\u00f5es de habitantes de S\u00e3o Paulo &#8211; muitos deles passaram a trabalhar em casa. Tamb\u00e9m parte dos estudantes universit\u00e1rios, que costumavam sair do trabalho direto para a aula ou vice-versa, agora estudam online.<\/p>\n<p>Foi o que fez definhar no pa\u00eds um mercado estimado em 10% do total do setor de alimenta\u00e7\u00e3o fora do lar, que hoje soma R$ 543 bilh\u00f5es ao ano, segundo a Abia (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria da Alimenta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>&#8220;Eu vendia cerca de 120 refei\u00e7\u00f5es por dia&#8221;, diz Fabr\u00edcio Moreira, que trabalhava ao lado do campus da Uninove na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. &#8220;As aulas deveriam voltar depois do carnaval em 2020, mas nunca mais voltaram. Fui obrigado a parar&#8221;, afirma Moreira, que trabalhava nas noites de segunda a sexta em um carrinho de massas. &#8220;O pessoal vinha do trabalho direto para a faculdade e jantava antes de ir para a aula.&#8221;<\/p>\n<p>Moreira faturava cerca de R$ 20 mil por m\u00eas com o carrinho, seu lucro girava em torno de R$ 5 mil mensais. Empregava uma assistente e contava com a ajuda da m\u00e3e e da irm\u00e3 para preparar as refei\u00e7\u00f5es. Contava com um Termo de Permiss\u00e3o de Uso (TPU), as primeiras licen\u00e7as para explorar a comida de rua concedidas pela prefeitura paulistana.<\/p>\n<p>Hoje trabalha como motorista de aplicativo e consegue levantar R$ 3 mil ao m\u00eas, l\u00edquido. &#8220;N\u00e3o volto mais para a rua&#8221;, diz Moreira. &#8220;O movimento caiu em rela\u00e7\u00e3o ao que era antes da pandemia. Na regi\u00e3o onde eu trabalhava, n\u00e3o tem mais um fluxo que justifique voltar a colocar o neg\u00f3cio l\u00e1. E a prefeitura sempre implicava com a gente: tinha que ter outro TPU para colocar banco na cal\u00e7ada, n\u00e3o podia vender nada al\u00e9m do que estava especificado no termo, era muita burocracia.&#8221;<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m n\u00e3o tem planos de voltar t\u00e3o cedo para as ruas \u00e9 Marcos Paulo Ben\u00edcio. Ele mantinha um carrinho para venda de mini pizzas tamb\u00e9m nas proximidades da Uninove na Barra Funda. Chegou a vender 150 salgados por noite. &#8220;Mas a concorr\u00eancia aumentou, muita gente passou a explorar a regi\u00e3o ao mesmo tempo&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Foi quando, um ano antes da pandemia, ele come\u00e7ou a oferecer marmitex para quem trabalhava nas imedia\u00e7\u00f5es do metr\u00f4 na Barra Funda. &#8220;Meu TPU era para salgado de noite e a prefeitura n\u00e3o deixava vender refei\u00e7\u00e3o \u00e0 tarde&#8221;, lembra ele, que diz ter sido obrigado a pagar propina para conseguir a licen\u00e7a na \u00e9poca. &#8220;O pessoal que me cobrou trabalhava na subprefeitura da Lapa, onde foi descoberto um esquema de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo os fiscais&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>A reportagem da Folha apurou que existe um com\u00e9rcio paralelo de TPUs na cidade -venda e aluguel de pontos, o que \u00e9 proibido pela legisla\u00e7\u00e3o. Apenas o permission\u00e1rio tem o direito de explorar o ponto.<\/p>\n<p>Com a pandemia, Ben\u00edcio continuou trabalhando com delivery, em uma cozinha montada no sal\u00e3o de uma igreja perto da sua casa. &#8220;Fiz uma cantina no espa\u00e7o, conseguia entregar refei\u00e7\u00f5es, mas o p\u00e1roco local, negacionista, queria que a gente abrisse o sal\u00e3o para atendimento presencial, mesmo quando tudo estava fechado por medo do cont\u00e1gio da Covid&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Ele acabou desistindo do neg\u00f3cio e hoje trabalha como corretor de im\u00f3veis. Nas horas vagas, tamb\u00e9m \u00e9 motorista de aplicativo. &#8220;Eu at\u00e9 tenho vontade de voltar \u00e0 gastronomia, mas preciso me reestruturar&#8221;, diz Ben\u00edcio, que perdeu as economias durante a pandemia. &#8220;Quero comprar um food truck e come\u00e7ar a trabalhar com eventos.&#8221;<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Silva tem a mesma expectativa. Ele come\u00e7ou a trabalhar com food truck em 2013, pouco antes da legisla\u00e7\u00e3o de comida de rua ser sancionada em S\u00e3o Paulo. Fez sucesso com dois trucks Buzina Burger, que atuavam nas regi\u00f5es da Vila Madalena e do Itaim Bibi, bairros da zona oeste de S\u00e3o Paulo com vida noturna agitada. No caso do Itaim Bibi, a regi\u00e3o tamb\u00e9m concentra escrit\u00f3rios e a avenida Faria Lima, centro do mercado financeiro da capital paulista.<\/p>\n<p>&#8220;Muita gente est\u00e1 em home office, que \u00e9 a ant\u00edtese da comida de rua&#8221;, diz Silva. Ele afirma ter percebido o recuo do mercado de food trucks ainda antes da pandemia. &#8220;O brasileiro n\u00e3o tem o costume da comida de rua, de comer em p\u00e9, quer ter pelo menos um banco para se sentar&#8221;, diz. &#8220;Tamb\u00e9m acha que, por ser de rua, a comida tem que ser muito mais barata do que a de uma lanchonete ou um restaurante&#8221;, diz Silva. &#8220;Mas n\u00e3o \u00e9, se for feita com bons ingredientes, ela \u00e9 apenas um pouco mais barata.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diz o empres\u00e1rio, o brasileiro n\u00e3o gosta muito de variar o card\u00e1pio. &#8220;Em Nova York, al\u00e9m dos trucks terem liberdade de circula\u00e7\u00e3o pelas ruas, n\u00e3o ficam restritos a um ponto fixo, a variedade de pratos \u00e9 muito maior: tem comida tailandesa, mexicana, grega, chinesa, o que voc\u00ea imaginar&#8221;, diz. &#8220;Aqui, o Buzina come\u00e7ou servindo refei\u00e7\u00f5es. Mas passamos os \u00faltimos tr\u00eas anos vendendo um prato, uma salada e sete tipos de hamb\u00fargueres, o povo s\u00f3 come isso.&#8221;<\/p>\n<p>Depois de atingir uma venda de 3 mil sandu\u00edches por m\u00eas, vendeu um dos trucks, em 2019, com a desacelera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. Em 2021, vendeu o segundo truck, j\u00e1 depois da pandemia. Tinha pago R$ 230 mil nos dois caminh\u00f5es. Acabou vendendo os ve\u00edculos por R$ 150 mil. Demitiu 12 funcion\u00e1rios. Hoje mant\u00e9m a hamburgueria Buzina em Pinheiros, aberta em 2017.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos bem, vendendo cerca de 6 mil lanches por m\u00eas&#8221;, diz. &#8220;Mas ainda temos d\u00edvidas contra\u00eddas na pandemia. Quero, no futuro, voltar a ter um truck, mas menor e s\u00f3 para trabalhar com eventos aos fins de semana&#8221;, afirma Silva, que se sente culpado por ter incentivado, no passado, muitos empreendedores a tentaram a comida de rua.<\/p>\n<p>Entre os anos de 2015 e 2018, ele estrelou o reality show &#8220;Food Truck &#8211; A Batalha&#8221;, no canal GNT, ao lado de Adolf Schaefer, dono do Holy Pasta Food Truck. &#8220;O pessoal que continuou na rua est\u00e1 vendendo entre 40% e 60% menos&#8221;, diz Silva.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Silva \u00e9 um cr\u00edtico dos chamados &#8220;food parks&#8221; -grandes espa\u00e7os alugados em bairros onde os trucks ficavam estacionados, atendendo o p\u00fablico. &#8220;\u00c9 algo que tirava toda a ess\u00eancia da comida de rua, voc\u00ea tinha que se programar para comer no lugar, em vez de encontrar um lugar vendendo boa comida no seu caminho&#8221;, diz ele. &#8220;Al\u00e9m disso, o aluguel era muito caro.&#8221;<\/p>\n<p>A cidade de S\u00e3o Paulo chegou a ter cerca de 30 food parks, diz Mauricio Schuartz, s\u00f3cio da produtora audiovisual KQi, respons\u00e1vel pelo programa &#8220;Chefes na Rua&#8221;, transmitido pelo canal Travel Box Brazil. Schuartz esteve por tr\u00e1s de alguns desses empreendimentos, como o Food Park Butant\u00e3 e o Food Park Marechal, nas zonas oeste e central de S\u00e3o Paulo, respectivamente. O primeiro fechou as portas em julho de 2020, no primeiro ano da pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;A avenida Paulista, aos domingos [quando o espa\u00e7o fica fechado para carros], \u00e9 um lugar incr\u00edvel para um food park&#8221;, diz Schuartz. &#8220;Acho que existe um v\u00e1cuo muito grande na capital para comida de rua, \u00e9 preciso que o empreendedor entenda as necessidades deste novo p\u00fablico p\u00f3s-pandemia e tenha menos empecilhos legais para tocar o neg\u00f3cio. &#8220;Acho que as regras evolu\u00edram desde 2014.&#8221;<\/p>\n<p>SP recebe 30 pedidos di\u00e1rios de autoriza\u00e7\u00e3o para comida de rua A prefeitura de S\u00e3o Paulo informou \u00e0 Folha que o n\u00famero de licen\u00e7as para comida de rua voltou no \u00faltimo ano ao patamar pr\u00e9-pandemia. &#8220;Estamos liberando entre 50 e 60 portarias de autoriza\u00e7\u00e3o por dia para venda na rua, sendo que metade disso \u00e9 para alimenta\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Maria Albertina Afonso Henke, diretora do Programa T\u00f4 Legal da prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Institu\u00eddo em 2019, o T\u00f4 Legal procurou viabilizar a instala\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio ambulante em 70% das vias da cidade. No caso espec\u00edfico da comida de rua, funcionou como uma evolu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos TPUs, diz Albertina.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto os TPUs determinavam um local fixo para o permission\u00e1rio, o T\u00f4 Legal, por meio das portarias de autoriza\u00e7\u00e3o, permite que o vendedor se cadastre para atuar em determinado local de 1 at\u00e9 90 dias, podendo continuar no espa\u00e7o em que est\u00e1 depois deste per\u00edodo ou escolher outro&#8221;, afirma a executiva, destacando que todo o tr\u00e2mite pode ser feito online, no site do programa.<\/p>\n<p>A taxa para obter a licen\u00e7a varia de acordo com o valor da &#8216;quadra fiscal&#8217; requerida, a mesma refer\u00eancia usada para o c\u00e1lculo do IPTU. Mas a reportagem apurou que, em regi\u00f5es centrais da cidade de S\u00e3o Paulo, a taxa gira em torno de R$ 900 para um per\u00edodo m\u00e1ximo de 90 dias, considerando seis dias por semana, por dois per\u00edodos (manh\u00e3, tarde, noite).<\/p>\n<p>Considerando os dados do \u00faltimo dia 5 de janeiro, estavam em atividade 1.132 TPUs e 1.567 portarias de autoriza\u00e7\u00e3o para comida de rua em S\u00e3o Paulo, concedidas pela Secretaria Municipal das Subprefeituras. Os cinco com\u00e9rcios mais demandados s\u00e3o: lanches, espetinhos, pastel, bolos e biscoitos e cachorro-quente.<\/p>\n<p>&#8220;Com a pandemia, os empreendedores de alimenta\u00e7\u00e3o precisaram se reinventar, o que valeu tamb\u00e9m para os vendedores de comida de rua&#8221;, diz Helena Andrade, gestora de projetos do Sebrae-SP. Segundo ela, muita gente que ficou desempregada acabou recorrendo \u00e0 venda de alimentos, usando inclusive as redes redes sociais para tentar garantir clientela. &#8220;\u00c9 uma evolu\u00e7\u00e3o para quem antes s\u00f3 usava o panfleto&#8221;, diz.<br \/>Helena lembra, no entanto, que as margens dos empreendedores de alimenta\u00e7\u00e3o foram muito espremidas pela infla\u00e7\u00e3o dos alimentos e embalagens. &#8220;O crescimento do delivery, em sintonia com os novos h\u00e1bitos de consumo, tamb\u00e9m tira um peda\u00e7o importante da receita dos empreendedores&#8221;, diz. Em m\u00e9dia, os aplicativos de entrega cobram 27% do valor bruto do produto.<\/p>\n<p>Manoel Salvino da Silva, 55, foi obrigado a partir para o com\u00e9rcio de rua em 2022. Depois de manter lanchonetes dentro de dois parques p\u00fablicos na capital -no Ibirapuera, por 15 anos, e no Villa-Lobos, por 18 anos [-, ele viu a renova\u00e7\u00e3o do contrato ser negada depois que os espa\u00e7os foram concedidos \u00e0 iniciativa privada.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio e seus s\u00f3cios partiram, ent\u00e3o, para o trailer de lanches que j\u00e1 tinham adquirido em Moema, na zona sul de S\u00e3o Paulo. &#8220;A gente abria s\u00f3 aos fins de semana, para atender ao movimento do Parque das Bicicletas, que fica pr\u00f3ximo. Mas passamos a abrir todo dia depois que entregamos as lanchonetes&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O movimento das ruas est\u00e1 fraco, diz o empres\u00e1rio, mas ainda assim ele consegue vender cerca de 400 lanches por m\u00eas. &#8220;Isso \u00e9 mais de fim de semana. Durante a semana, o que vende \u00e9 bebida, por conta do parque&#8221;, diz Salvino da Silva, que est\u00e1 animado mesmo \u00e9 em voltar a ter um ponto fixo. Vai inaugurar em mar\u00e7o a lanchonete Sabor Ibira, mesma marca que usava nos parques.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1982588\/fim-da-era-dos-food-trucks-expoe-desafios-da-comida-de-rua-em-sp?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DANIELE MADUREIRAS\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Fabr\u00edcio Moreira, 37, trocou as por\u00e7\u00f5es de massa e<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":105710,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-105709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105709\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}