{"id":105287,"date":"2023-01-12T11:08:12","date_gmt":"2023-01-12T14:08:12","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/12\/inflacao-sob-bolsonaro-e-de-quase-27-maior-desde-dilma-1\/"},"modified":"2023-01-12T11:08:12","modified_gmt":"2023-01-12T14:08:12","slug":"inflacao-sob-bolsonaro-e-de-quase-27-maior-desde-dilma-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/12\/inflacao-sob-bolsonaro-e-de-quase-27-maior-desde-dilma-1\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o sob Bolsonaro \u00e9 de quase 27%, maior desde Dilma 1"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; A infla\u00e7\u00e3o oficial do Brasil acumulou alta de 26,93% ao longo do mandato de Jair Bolsonaro (PL), de 2019 a 2022, apontam dados do IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo).<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Trata-se do maior avan\u00e7o dos pre\u00e7os desde o primeiro governo de Dilma Rousseff (PT). A infla\u00e7\u00e3o chegou a 27,03% no acumulado de 2011 a 2014, os quatro anos iniciais de Dilma na Presid\u00eancia.<br \/>O IPCA \u00e9 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), e as varia\u00e7\u00f5es em cada governo foram levantadas pelo economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores.<\/p>\n<p>Imaizumi ressalta que o IPCA s\u00f3 n\u00e3o teve uma alta mais intensa sob Bolsonaro devido aos cortes tribut\u00e1rios adotados pelo ex-presidente \u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es de 2022.<\/p>\n<p>Medidas como o teto do ICMS (imposto estadual) e a desonera\u00e7\u00e3o de tributos federais reduziram pre\u00e7os de gasolina e energia el\u00e9trica no ano passado.<\/p>\n<p>Segundo Imaizumi, o principal fator respons\u00e1vel pela infla\u00e7\u00e3o no governo Bolsonaro foi a pandemia de Covid-19.<br \/>Nesse sentido, o economista lembra que a crise sanit\u00e1ria interrompeu e desalinhou cadeias produtivas globais, gerando escassez de mat\u00e9rias-primas e press\u00f5es de custos sobre empresas.<\/p>\n<p>O registro de problemas clim\u00e1ticos no Brasil e a Guerra da Ucr\u00e2nia tamb\u00e9m deixaram alimentos mais caros nos \u00faltimos anos, acrescenta Imaizumi.<\/p>\n<p>&#8220;A infla\u00e7\u00e3o atingiu itens b\u00e1sicos para a sobreviv\u00eancia&#8221;, afirma o economista, em refer\u00eancia \u00e0 carestia da comida na era Bolsonaro.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o dos alimentos castiga sobretudo as fam\u00edlias pobres, que destinam, proporcionalmente, uma fatia maior do or\u00e7amento para a compra desses produtos.<\/p>\n<p>O economista Pedro Dutra Fonseca, professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), tamb\u00e9m avalia que o IPCA foi pressionado no \u00faltimo mandato presidencial por quest\u00f5es como a pandemia e os choques clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Fonseca ainda chama aten\u00e7\u00e3o para o efeito da taxa de c\u00e2mbio em patamar elevado, acima de R$ 5. O d\u00f3lar avan\u00e7ou em momentos de tens\u00e3o pol\u00edtica protagonizados por Bolsonaro e pressionou o custo de insumos.<\/p>\n<p>&#8220;Teve a parte da pandemia, da desorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas. Houve quest\u00f5es internas, como os fatores clim\u00e1ticos, as secas&#8221;, diz o professor. &#8220;A parte do c\u00e2mbio foi muito pressionada&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>No primeiro mandato de Dilma (2011 a 2014), o pa\u00eds ainda viveu um per\u00edodo de atividade econ\u00f4mica aquecida com gastos p\u00fablicos elevados antes da crise de 2015 e 2016, aponta Imaizumi.<\/p>\n<p>Segundo ele, as pol\u00edticas adotadas \u00e0 \u00e9poca acabaram impulsionando a demanda, at\u00e9 de maneira artificial. Essa demanda, conclui, contribuiu para o IPCA ter acumulado alta de 27,03% ao longo dos quatro anos iniciais do governo da ex-presidente.<\/p>\n<p>&#8220;Teve um per\u00edodo em que a economia ainda bombou, com a demanda aquecida gerando infla\u00e7\u00e3o. Foi um governo marcado pelos gastos p\u00fablicos.&#8221;<\/p>\n<p>O economista Andr\u00e9 Perfeito tamb\u00e9m considera que a demanda aquecida antes da recess\u00e3o contribuiu para a alta dos pre\u00e7os \u00e0 \u00e9poca. &#8220;Isso trouxe uma persist\u00eancia maior para a infla\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Nos quatro anos seguintes, de 2015 a 2018, quando o Brasil teve dois presidentes, Dilma e Michel Temer (MDB), o IPCA acumulado desacelerou para 25,64%.<\/p>\n<p>Contudo, antes do impeachment da ex-presidente, confirmado em 2016, o \u00edndice oficial ainda foi pressionado por pre\u00e7os administrados, como energia e gasolina.<\/p>\n<p>Em paralelo, a turbul\u00eancia pol\u00edtica do pr\u00e9-impeachment mexeu com o c\u00e2mbio. S\u00f3 em 2015, o IPCA acumulou alta de 10,67%, a maior desde 2002.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o cedeu ao longo do governo Temer, chegando a marcar 2,95% em 2017. Naquele ano, houve queda dos pre\u00e7os dos alimentos em um cen\u00e1rio de oferta maior com as boas condi\u00e7\u00f5es de safra.<\/p>\n<p>Parte dos analistas considera que o baixo crescimento econ\u00f4mico ap\u00f3s a recess\u00e3o n\u00e3o foi capaz de gerar um grande impulso para a demanda por bens e servi\u00e7os no governo Temer. Sem uma procura t\u00e3o aquecida, os pre\u00e7os n\u00e3o tendem a subir tanto.<\/p>\n<p>&#8220;A atividade fraca impactou para uma infla\u00e7\u00e3o mais baixa&#8221;, avalia Perfeito.<\/p>\n<p>Desde a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Real, em 1994, o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de 1995 a 1998, foi aquele com o maior IPCA acumulado. O \u00edndice alcan\u00e7ou 43,46% nesses quatro anos.<\/p>\n<p>No segundo mandato de FHC, de 1999 a 2002, a taxa desacelerou para 39,88%.<\/p>\n<p>Segundo economistas, as altas podem ser interpretadas como um rescaldo do per\u00edodo de hiperinfla\u00e7\u00e3o no Brasil, deixado para tr\u00e1s ap\u00f3s o Plano Real.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1vamos ainda combatendo o que a gente n\u00e3o tinha conseguido combater antes. \u00c9 esperado que essas varia\u00e7\u00f5es [nos governos FHC] sejam maiores&#8221;, avalia Imaizumi.<\/p>\n<p>Outro fator para explicar a infla\u00e7\u00e3o mais intensa \u00e0 \u00e9poca, dizem economistas, \u00e9 o registro de turbul\u00eancias vindas do cen\u00e1rio externo.<\/p>\n<p>&#8220;Uma parte da infla\u00e7\u00e3o foi herdada [do per\u00edodo de hiperinfla\u00e7\u00e3o], e tamb\u00e9m teve a conjuntura da \u00e9poca&#8221;, diz Fonseca.<\/p>\n<p>Nos dois mandatos seguintes, ambos de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), o IPCA acumulado seguiu em trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o. A taxa foi de 28,20% no per\u00edodo de 2003 a 2006 e de 22,21% de 2007 a 2010.<\/p>\n<p>Um dos motivos para esse movimento, segundo analistas, \u00e9 a tr\u00e9gua do d\u00f3lar, que havia saltado em 2002 diante do temor de investidores com a chance de vit\u00f3ria de Lula nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;O primeiro governo Lula come\u00e7ou com um choque cambial muito forte, que depois foi resolvido em parte com o Henrique Meirelles [ex-presidente do BC] elevando juros&#8221;, afirma Perfeito.<\/p>\n<p>A melhora das expectativas de investidores ao longo da gest\u00e3o do petista tamb\u00e9m ajudou nesse processo.<\/p>\n<p>&#8220;Havia uma incerteza sobre o que seria o governo Lula [a partir de 2003]. Lula assumiu com o real desvalorizado. Com a pol\u00edtica feita pelo governo, mais ortodoxa, houve uma queda gradual da taxa de c\u00e2mbio&#8221;, avalia Fonseca.<\/p>\n<p>Em 2023, Lula assumiu seu terceiro mandato com a infla\u00e7\u00e3o ainda pressionada por itens como os alimentos. Investidores do mercado financeiro j\u00e1 demonstraram temor com os poss\u00edveis gastos do novo governo.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio de incertezas fiscais, a alta prevista para o IPCA de 2023 subiu de 5,31% para 5,36%, conforme a edi\u00e7\u00e3o mais recente do boletim Focus, divulgada pelo BC (Banco Central) na segunda (9).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1981549\/inflacao-sob-bolsonaro-e-de-quase-27-maior-desde-dilma-1?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; A infla\u00e7\u00e3o oficial do Brasil acumulou alta de 26,93% ao longo do mandato<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":105288,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-105287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105287"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105287\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}