{"id":104479,"date":"2023-01-06T22:08:14","date_gmt":"2023-01-07T01:08:14","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/06\/inflacao-dos-alimentos-e-de-57-no-governo-bolsonaro\/"},"modified":"2023-01-06T22:08:14","modified_gmt":"2023-01-07T01:08:14","slug":"inflacao-dos-alimentos-e-de-57-no-governo-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/01\/06\/inflacao-dos-alimentos-e-de-57-no-governo-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o dos alimentos \u00e9 de 57% no governo Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Um per\u00edodo a ser esquecido. Os consumidores brasileiros h\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas n\u00e3o eram t\u00e3o castigados por uma infla\u00e7\u00e3o dos alimentos como nos anos recentes.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>No per\u00edodo do governo de Jair Bolsonaro, os alimentos subiram, em m\u00e9dia, 57%, um percentual bem acima dos 30% da infla\u00e7\u00e3o geral do per\u00edodo. Em alguns casos, os reajustes acumulados dos alimentos do in\u00edcio de 2019 ao final de 2020 beiraram os 200%.<\/p>\n<p>Os dados acumulados no per\u00edodo s\u00e3o da Folha de S.Paulo, com base nas informa\u00e7\u00f5es de 2022 divulgadas pela Fipe (Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas) nesta quinta-feira (5).<\/p>\n<p>Pior, foi um per\u00edodo de aumento na taxa de desemprego, perda na renda dos consumidores e aus\u00eancia de reajustes no sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Os alimentos, inclusive os b\u00e1sicos, ficaram distantes do poder aquisitivo de boa parte da popula\u00e7\u00e3o. Isso elevou para 33 milh\u00f5es o n\u00famero de pessoas que tiveram dificuldades para se alimentar.<\/p>\n<p>As principais altas de pre\u00e7os atingiram principalmente os produtos aliment\u00edcios que deveriam ser mais acess\u00edveis no dia a dia da popula\u00e7\u00e3o. Cebola, batata, feij\u00e3o, fub\u00e1 e \u00f3leo de soja estiveram entre as principias altas do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Do caf\u00e9 da manh\u00e3 \u00e0s demais refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, o custo dos alimentos sempre esteve ascendente, inibindo a quantidade de produtos na mesa.<\/p>\n<p>Os consumidores de baixa renda, al\u00e9m de sofrerem a queda no poder aquisitivo, tiveram os maiores reajustes.<\/p>\n<p>Quem foi ao a\u00e7ougue comprar um quilo de ac\u00e9m pagou 94% a mais pela prote\u00edna nos \u00faltimos quatro anos. Quem teve renda e optou por um quilo de picanha teve reajuste de 52% no per\u00edodo. O fub\u00e1 subiu 112%, e o ovo, 78%.<\/p>\n<p>O campo foi afetado por uma tempestade perfeita nos \u00faltimos anos. As safras foram crescentes, mas a demanda externa foi t\u00e3o acentuada que influenciou fortemente os pre\u00e7os e o abastecimento internos.<\/p>\n<p>Um fen\u00f4meno j\u00e1 conhecido dos produtores, e que os visitava de tempos em tempos, as adversidades clim\u00e1ticas, resolveu comparecer com maior frequ\u00eancia. O resultado foram quebras hist\u00f3ricas nas safras de soja, milho, caf\u00e9, arroz, feij\u00e3o e hortifr\u00fatis.<\/p>\n<p>Conflitos geopol\u00edticos, como o da R\u00fassia e da Ucr\u00e2nia, dois importantes fornecedores de alimentos ao mundo, aumentaram as tens\u00f5es e os problemas de abastecimento.<\/p>\n<p>Faltou ao governo que sai uma aten\u00e7\u00e3o especial aos produtos voltados principalmente para o mercado interno. Recai sobre o governo que entra uma pol\u00edtica de revers\u00e3o dessas press\u00f5es externas que, ao priorizar alguns produtos \u2013como soja e milho\u2013, interfere na produ\u00e7\u00e3o de outros itens essenciais internamente.<\/p>\n<p>A disparada de pre\u00e7os internos come\u00e7ou com o apetite chin\u00eas. Com a propaga\u00e7\u00e3o da peste su\u00edna africana naquele pa\u00eds, em 2018, os chineses, at\u00e9 ent\u00e3o importadores de soja do Brasil, passaram a liderar tamb\u00e9m as compras de prote\u00ednas brasileiras.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o chinesa de carne su\u00edna, normalmente em 55 milh\u00f5es de toneladas por ano, recuou para menos de 40 milh\u00f5es. Com isso, a China desestabilizou o mercado mundial de prote\u00ednas. Escolheram o Brasil como principal fornecedor, devido ao potencial dos brasileiros. Os pre\u00e7os internos dispararam.<\/p>\n<p>A pandemia trouxe novos desafios para o campo. N\u00e3o houve interrup\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, mas a log\u00edstica encareceu o sistema. Custos maiores ainda vieram do conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia.<br \/>Al\u00e9m de fornecedora de gr\u00e3os, a regi\u00e3o \u00e9 uma das principais no fornecimento de insumos para a agricultura. Os fertilizantes dispararam de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>A pandemia for\u00e7ou mudan\u00e7as de rumos em alguns setores produtivos, principalmente nos de hortifr\u00fatis e de leite, dois dos mais afetados no abastecimento.<\/p>\n<p>Houve um desinvestimentos por parte dos produtores com menor capital, o que provocou uma redu\u00e7\u00e3o da oferta e uma acelera\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O setor leiteiro \u00e9 um dos exemplos. A queda na oferta de produto fez o pre\u00e7o do leite longa vida subir 26% apenas no ano passado nos supermercados, segundo a Fipe.<\/p>\n<p>O d\u00f3lar alto mudou tamb\u00e9m o com\u00e9rcio internacional para os brasileiros, encarecendo importa\u00e7\u00f5es e favorecendo exporta\u00e7\u00f5es. O pa\u00eds atingiu recordes de vendas externas em produtos n\u00e3o imaginados antes.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de trigo somaram 3,1 milh\u00f5es de toneladas no ano passado. Houve acelera\u00e7\u00e3o das vendas externas tamb\u00e9m de arroz. At\u00e9 o feij\u00e3o entrou na rota das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O consumidor brasileiro, principalmente o de menor renda, vai ter de conviver com um cen\u00e1rio de pre\u00e7os elevados por um bom tempo. A infla\u00e7\u00e3o dos alimentos j\u00e1 mostra um ritmo menor de alta, mas o patamar registrado pelos alimentos n\u00e3o tem sinais de queda.<\/p>\n<p>A demanda externa continua elevada; os pre\u00e7os internacionais mudaram de patamar; e a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, por mais que os produtores tentem elevar o volume, v\u00e3o depender cada vez mais de um clima inconstante.<\/p>\n<p>O Brasil teve perda de produ\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dois anos por adversidades clim\u00e1ticas, o mesmo ocorrendo nos Estados Unidos e na Europa. Provavelmente sempre haver\u00e1 o pa\u00eds da vez.<\/p>\n<p>Nesta safra, os argentinos dever\u00e3o colher de 12 milh\u00f5es a 14 milh\u00f5es de toneladas de trigo, um volume bem inferior do que os 22,5 milh\u00f5es da anterior.<\/p>\n<p>Essas quebras de produ\u00e7\u00e3o, que se tornam cada vez mais constantes, alteram o panorama internacional e exigem programas especiais de abastecimento por parte dos governos. O Brasil vai ter de se programar para isso.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1979704\/inflacao-dos-alimentos-e-de-57-no-governo-bolsonaro?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Um per\u00edodo a ser esquecido. 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