{"id":101136,"date":"2022-12-12T14:08:18","date_gmt":"2022-12-12T17:08:18","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/12\/12\/covid-no-de-criancas-de-ate-2-anos-hospitalizadas-em-2022-e-21-maior-ante-2021\/"},"modified":"2022-12-12T14:08:18","modified_gmt":"2022-12-12T17:08:18","slug":"covid-no-de-criancas-de-ate-2-anos-hospitalizadas-em-2022-e-21-maior-ante-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/12\/12\/covid-no-de-criancas-de-ate-2-anos-hospitalizadas-em-2022-e-21-maior-ante-2021\/","title":{"rendered":"Covid: n\u00ba de crian\u00e7as de at\u00e9 2 anos hospitalizadas em 2022 \u00e9 21% maior ante 2021"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as de at\u00e9 2 anos internadas por covid-19 no Pa\u00eds em 2022 j\u00e1 superou em 21,3% o total registrado no ano passado, contrariando a tend\u00eancia de queda de hospitaliza\u00e7\u00f5es nos demais grupos populacionais. A faixa et\u00e1ria dos beb\u00eas foi a \u00fanica que ainda n\u00e3o teve acesso integral \u00e0 vacina.<\/p>\n<p>Embora o imunizante da Pfizer tenha sido aprovado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) em setembro para a popula\u00e7\u00e3o a partir de 6 meses de idade, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade s\u00f3 liberou o uso do produto dois meses depois e restrito a crian\u00e7as com comorbidades, decis\u00e3o criticada por especialistas e sociedades m\u00e9dicas. Entre as comorbidades, est\u00e3o diabete, hipertens\u00e3o etc.<\/p>\n<\/p>\n<p>De janeiro at\u00e9 o in\u00edcio de dezembro, 11.144 beb\u00eas foram hospitalizados com covid-19, segundo dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe (Sivep-Gripe), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, tabulados pelo <i>Estad\u00e3o<\/i>. Em todo o ano passado, foram 9.181 registros. J\u00e1 o total de hospitaliza\u00e7\u00f5es no Pa\u00eds, se considerados todos os grupos et\u00e1rios, caiu 82,6% &#8211; de 1,2 milh\u00e3o em 2021 para 211,5 mil este ano.<\/p>\n<\/p>\n<p>O porcentual de interna\u00e7\u00f5es na faixa do zero aos 2 anos, embora ainda seja minorit\u00e1rio, vem crescendo. Nos dois primeiros anos da pandemia, as hospitaliza\u00e7\u00f5es de beb\u00eas por covid representaram menos de 1% do total. Neste ano, j\u00e1 superam os 5%.<\/p>\n<\/p>\n<p>As faixas et\u00e1rias de zero a 2 anos e de 3 a 4 anos foram as \u00fanicas que tiveram aumento de hospitaliza\u00e7\u00f5es no per\u00edodo analisado. No segundo grupo, a alta foi de 13,2%. Do total de crian\u00e7as de 2 anos ou menos hospitalizadas pela doen\u00e7a, s\u00f3 18,6% tinham algum fator de risco registrado no sistema do minist\u00e9rio, o que refor\u00e7a a necessidade de imuniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para crian\u00e7as sem comorbidades.<\/p>\n<\/p>\n<p>Especialistas destacam que o aumento nas interna\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as \u00e9 reflexo do alto volume de casos em 2022, puxado principalmente pela variante \u00d4micron no in\u00edcio do ano, mas tamb\u00e9m da baixa taxa de vacina\u00e7\u00e3o infantil, visto que, nas demais faixas et\u00e1rias, houve queda nas hospitaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos um &#8216;boom&#8217; de casos pela \u00d4micron e picos muito mais elevados do que pelas outras variantes. Proporcionalmente, vemos mais crian\u00e7as, que, ao contr\u00e1rio dos adultos, n\u00e3o est\u00e3o protegidas por vacina, doentes e internadas. Ao passo que nos adultos, apesar do aumento importante de casos, n\u00e3o tivemos esse aumento de interna\u00e7\u00f5es, por conta da vacina\u00e7\u00e3o&#8221;, resume Marcelo Otsuka, infectologista e vice-presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;As crian\u00e7as estiveram alijadas desse processo de imuniza\u00e7\u00e3o no in\u00edcio e, mesmo agora, quando teoricamente poder\u00edamos expandir o benef\u00edcio \u00e0s crian\u00e7as, as coberturas est\u00e3o muito aqu\u00e9m&#8221;, complementa Marco Aur\u00e9lio S\u00e1fadi, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. S\u00f3 37,18% dos pequenos de 3 a 11 anos est\u00e3o totalmente imunizados (ciclo prim\u00e1rio, de duas doses). Na popula\u00e7\u00e3o com 12 anos ou mais, por outro lado, a taxa \u00e9 de 80,18%.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Causas<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>Para os m\u00e9dicos, h\u00e1 algumas explica\u00e7\u00f5es para a baixa taxa de vacina\u00e7\u00e3o infantil. Al\u00e9m da campanha ter come\u00e7ado depois dos adultos (crian\u00e7as de 5 a 11 anos s\u00f3 come\u00e7aram a receber imunizante em janeiro; os pequenos a partir de 3 anos s\u00f3 no segundo semestre), h\u00e1 hesita\u00e7\u00e3o vacinal dos pais causada por uma onda de desinforma\u00e7\u00e3o, que questiona &#8211; sem evid\u00eancias cient\u00edficas &#8211; a seguran\u00e7a das inje\u00e7\u00f5es pedi\u00e1tricas e que criou um senso comum de que a covid n\u00e3o era grave para os pequenos.<\/p>\n<\/p>\n<p>Outros empecilhos s\u00e3o problemas na oferta desigual de imunizante (uma em cada cinco cidades brasileiras relatou falta de doses para vacinar crian\u00e7as) e alguns posicionamentos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, avaliam eles.<\/p>\n<\/p>\n<p>S\u00e1fadi acrescenta que, no caso dos beb\u00eas, principalmente daqueles com menos de um ano, a &#8220;imaturidade imunol\u00f3gica&#8221; e &#8220;caracter\u00edsticas do trato respirat\u00f3rio&#8221; tamb\u00e9m ajudam a entender a necessidade de hospitaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;Esse cen\u00e1rio de maior gravidade no beb\u00ea do que nos demais grupos et\u00e1rios a gente j\u00e1 observou em diversas outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias infecciosas&#8221;, diz.<\/p>\n<\/p>\n<p>O aumento explosivo de infec\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo apenas a maior transmissibilidade e escape imune da \u00d4micron e suas subvariantes, segundo o infectologista Francisco de Oliveira Junior, gerente m\u00e9dico do Hospital Infantil Sabar\u00e1. Tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com o relaxamento de medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, como uso de m\u00e1scara e distanciamento, conforme diminu\u00eda a percep\u00e7\u00e3o de risco da popula\u00e7\u00e3o, o que aumentou a exposi\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus.<\/p>\n<\/p>\n<p>O hospital paulistano tamb\u00e9m viu crescimento de interna\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as por covid este ano. Em 2020, foram registradas 73 hospitaliza\u00e7\u00f5es de pessoas de zero at\u00e9 17 anos. No ano passado, foram 112 hospitalizados; e, em 2022, 346.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Sequelas<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>J\u00e1 os \u00f3bitos de beb\u00eas por covid ca\u00edram 25% entre 2021 e 2022 (considerando os dados preliminares at\u00e9 o in\u00edcio de dezembro). O n\u00famero de 2022 ainda deve crescer porque o ano n\u00e3o acabou e os dados das \u00faltimas semanas passam por atualiza\u00e7\u00f5es por causa do atraso no preenchimento de alguns registros. A taxa de queda de \u00f3bitos observada at\u00e9 agora entre beb\u00eas \u00e9 menor do que a geral (85,2%).<\/p>\n<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o na letalidade (chance de morrer) tem, possivelmente, a ver com as caracter\u00edsticas das variantes que predominaram este ano. &#8220;O mais prov\u00e1vel, quando se avalia a hist\u00f3ria natural das epidemias e pandemias, \u00e9 que, ao longo do tempo, o v\u00edrus fique menos letal, at\u00e9 porque, se tem menos letalidade, tem capacidade de infectar mais gente&#8221;, diz o infectologista Francisco de Oliveira J\u00fanior.<\/p>\n<\/p>\n<p>No entanto, os especialistas destacam que a carga da doen\u00e7a segue relevante em crian\u00e7as &#8211; o que, para eles, fica provado no alto volume de interna\u00e7\u00f5es &#8211; e alertam para os riscos mesmo para quem sobrevive, seja pela persist\u00eancia de sintomas ap\u00f3s a fase aguda da doen\u00e7a (covid longa) ou pela s\u00edndrome inflamat\u00f3ria multissist\u00eamica (SIM-P).<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;A infec\u00e7\u00e3o nas crian\u00e7as \u00e9 muito menos grave que no adulto, (mas) n\u00e3o significa que a doen\u00e7a n\u00e3o seja grave em crian\u00e7as&#8221;, frisa o infectologista Marcelo Otsuka. Segundo ele, a covid \u00e9 a &#8220;principal causa infecciosa de \u00f3bito em crian\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<\/p>\n<p>Para crian\u00e7as e adolescentes, a infec\u00e7\u00e3o traz um risco a mais: a s\u00edndrome inflamat\u00f3ria multissist\u00eamica. Embora os casos sejam raros, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade alerta que, na maior parte das vezes, &#8220;\u00e9 um quadro grave, que requer hospitaliza\u00e7\u00e3o&#8221; e, algumas vezes, &#8220;pode ter desfecho fatal&#8221;. Na pandemia, foram confirmados 1.940 casos de SIM-P associado \u00e0 covid, com 133 \u00f3bitos.<\/p>\n<\/p>\n<p>A s\u00edndrome \u00e9 uma resposta inflamat\u00f3ria tardia e exacerbada, que ocorre ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o &#8211; em geral, dias ou semanas ap\u00f3s a covid. Os sintomas podem incluir febre persistente, sintomas gastrointestinais, conjuntivite bilateral n\u00e3o purulenta,<\/p>\n<\/p>\n<p>E h\u00e1 ainda perigos da covid longa. &#8220;Com persist\u00eancia de sintomas respirat\u00f3rios por tempo prolongado; altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas, como de humor, depress\u00e3o, ansiedade; altera\u00e7\u00e3o de sono; cognitivas tamb\u00e9m, como dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e perda de mem\u00f3ria&#8221;, diz Oliveira J\u00fanior.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1972985\/covid-n-de-criancas-de-ate-2-anos-hospitalizadas-em-2022-e-21-maior-ante-2021?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as de at\u00e9 2 anos internadas por covid-19 no Pa\u00eds em 2022<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":101137,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-101136","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=101136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101136\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/101137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=101136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=101136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=101136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}