{"id":10107,"date":"2021-05-07T14:08:22","date_gmt":"2021-05-07T17:08:22","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/05\/07\/dennis-dj-diz-que-escolheu-ser-popular-e-nao-se-prender-a-um-so-ritmo\/"},"modified":"2021-05-07T14:08:22","modified_gmt":"2021-05-07T17:08:22","slug":"dennis-dj-diz-que-escolheu-ser-popular-e-nao-se-prender-a-um-so-ritmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/05\/07\/dennis-dj-diz-que-escolheu-ser-popular-e-nao-se-prender-a-um-so-ritmo\/","title":{"rendered":"Dennis DJ diz que escolheu ser popular e n\u00e3o se prender a um s\u00f3 ritmo"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o gostar de funk, mas certamente j\u00e1 ouviu alguma m\u00fasica produzida por Dennis DJ em alguma festa ou balada. Muitos dos funks mais conhecidos no pa\u00eds passaram pelas m\u00e3os dele, como &#8220;Malandramente&#8221; (2016), &#8220;Cerol na M\u00e3o&#8221;(2001), &#8220;Um Tapinha n\u00e3o D\u00f3i&#8221; (2001) e &#8220;Vai Lacraia&#8221; (2001).<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Com 25 anos de carreira, o produtor musical Dennison de Lima Gomes, 40, conhecido hoje como Dennis DJ, ajudou a construir a hist\u00f3ria do funk carioca e hoje faz sucesso em turn\u00eas pelo pa\u00eds com o Baile do Dennis, uma das maiores festas funk do mundo.<\/p>\n<p>Como resultado dessa trajet\u00f3ria, ele ser\u00e1 o primeiro artista brasileiro a ter um document\u00e1rio sobre a sua hist\u00f3ria na Amazon Music. A estreia acontece nesta quarta-feira (6) na plataforma de streaming e no YouTube. \u00c0 reportagem, Dennis disse que est\u00e1 &#8220;mega feliz&#8221; por participar desse minidoc sobre o funk.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que n\u00e3o fosse eu, s\u00f3 de ser o funk, de estar ali, eu ficaria feliz tamb\u00e9m, porque a gente que est\u00e1 desde cedo nesse movimento sabe quantas batalhas teve que lutar para ter o respeito, chegar aqui onde chegou hoje. Ter o reconhecimento \u00e9 maravilhoso&#8221;, diz o produtor musical orgulhoso.<\/p>\n<p>Dennis come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1990 nos bailes funk cariocas, mas n\u00e3o tocando. Trabalhava como &#8220;barman raiz&#8221; vendendo caipifrutas (drink com frutas derivado da caipirinha) em uma barraca. Era a \u00e9poca da explos\u00e3o do funk, com bailes que reuniam 10 mil pessoas de quarta a domingo. Ele vendia sozinho 500 copos de caipifruta em uma noite.<\/p>\n<p>&#8220;Eu come\u00e7ava a observar bastante os DJs, tinha 15 anos e nem podia trabalhar. Mas estava ali porque eu tinha o grande sonho, desde os 12, de cantar, tocar, compor, produzir. Era uma forma de fazer uma grana para ajudar em casa e tamb\u00e9m buscar meu sonho, foi o que me ajudou a comprar os primeiros equipamentos&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Em 1996, ele trocou a profiss\u00e3o de barman pelo trabalho de DJ na equipe da Furac\u00e3o 2000, empresa do mercado funk carioca. &#8220;Agora eu era o DJ naqueles bailes que antes ficava s\u00f3 vendo. Fiquei at\u00e9 2003&#8221;. Neste per\u00edodo, produziu CDs da s\u00e9rie &#8220;Furac\u00e3o 2000 &#8211; Tornado Muito Nervoso&#8221; e esteve por tr\u00e1s de grandes sucessos do funk, ajudando a difundir o ritmo pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s deixar a Furac\u00e3o 2000, Dennis passou a cuidar da pr\u00f3pria equipe. Fundou gravadora, est\u00fadio, programa de r\u00e1dio, al\u00e9m de promover bailes funk. Em 2005, lan\u00e7ou com o selo EMI Music a colet\u00e2nea &#8220;Dennis DJ Apresenta Funkad\u00e3o&#8221; (2005), depois, vieram v\u00e1rios CDs e parcerias, como o lan\u00e7ado em 2005 com o DJ Marlboro, considerado um dos criadores do funk carioca.<\/p>\n<p>Em 2012, Dennis decidiu que queria tocar seu funk para &#8220;a galera da zona sul&#8221; do Rio de Janeiro e foi atr\u00e1s das principais empresas de formaturas para oferecer bailes funk. At\u00e9 ent\u00e3o, ele tocava em comunidades, para o p\u00fablico C e D e nas casas de show da Baixada Fluminense.<\/p>\n<p>&#8220;Eu fiquei de dois a tr\u00eas anos fazendo bastante formatura e fui construindo o meu p\u00fablico, que \u00e9 a galera que est\u00e1 comigo at\u00e9 hoje. Nesses \u00faltimos sete anos, eles v\u00eam me acompanhando, s\u00f3 que acabou expandindo o &#8216;Baile do Dennis&#8217; para outros estados, para o Brasil inteiro, gra\u00e7as a Deus&#8221;, diz.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">O BAILE DO DENNIS<\/span><\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, o DJ tentou tocar no Baile da Favorita, que estava estourado, mas ouviu que a equipe j\u00e1 tinha DJ e, por isso, n\u00e3o tinham como contrat\u00e1-lo. Com a recusa, decidiu criar o pr\u00f3prio baile e, em 2013, alugou o Clube Monte L\u00edbano, em Ipanema, zona sul, para o primeiro evento. Nascia o Baile do Dennis.<\/p>\n<p>&#8220;Eu criei ali o meu mini Tomorrowland [comparativo com o maior festival de m\u00fasica eletr\u00f4nica] que ningu\u00e9m fazia no funk. Trouxe a vibe dos efeitos especiais, at\u00e9 nas m\u00fasicas, botando instrumentos, m\u00fasica eletr\u00f4nica misturada com o funk. Foi um jeito de fazer o meu nome girar&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O investimento de Dennis em efeitos especiais gerou compara\u00e7\u00f5es com Alok, 29, conhecido mundialmente na cena eletr\u00f4nica. Para Dennis, a compara\u00e7\u00e3o se deve ao fato dos dois terem ajudado a colocar os DJs em uma posi\u00e7\u00e3o de respeito no mercado, independentemente do ritmo.<\/p>\n<p>&#8220;Eu posso dizer que fui o primeiro DJ a tocar em rodeios e poderia ter sido o \u00faltimo se n\u00e3o tivesse sido bem feito. O Alok veio me agradecer porque se hoje ele toca em rodeios foi por minha causa&#8221;, revela.<\/p>\n<p>Dennis diz que as refer\u00eancias dele e do Alok s\u00e3o as mesmas, os grandes eventos de m\u00fasica eletr\u00f4nica do mundo e afirma que os dois t\u00eam feito um bom trabalho e ajudado quem sonha ser DJ. &#8220;A gente vem influenciando outras pessoas, outros DJs que v\u00e3o nascendo. Isso s\u00f3 fortalece mais o movimento como um todo do mercado DJ.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eu fui tocando, fui produzindo e sempre tentei fazer o diferente. Quando eu entrei no funk [faziam sucesso] Claudinho e Buchecha, MC Marcinho, era m\u00fasica rom\u00e2ntica, barulhinho de sample, repeti\u00e7\u00e3o, com batida forte que \u00e9 o que a galera gosta&#8221;.<\/p>\n<p>Foi na Furac\u00e3o 2000 que ele percebeu a for\u00e7a das m\u00fasicas dan\u00e7antes, como as do grupo \u00c9 o Tchan!, e levou a dan\u00e7a aos bailes da equipe, usando as g\u00edrias dos funkeiros, como &#8220;s\u00f3 tem popoz\u00e3o&#8221; e &#8220;vai popozuda [mulher com bumbum grande]&#8221;.<\/p>\n<p>Dennis lembra que isso foi influenciando outros cantores do funk, como MC Rock Bolado, MC Dentinho, Bonde do Tigr\u00e3o e Tati Quebra Barraco. &#8220;Virou uma bola de neve que foi influenciando outros e a gente chegou no funk dan\u00e7ante que pegou a fam\u00edlia brasileira no ano 2000, deu aquela explos\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Foi apenas em 2012 que Dennis resolveu investir em sua carreira como um artista funk DJ, inspirado por outros produtores musicais e DJs, como o franc\u00eas David Gueta, e o holand\u00eas Ti\u00ebsto. Mas quando Gueta investiu no popular ele teve certeza daquilo que queria fazer e deu certo.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje eu digo que n\u00e3o tem mais segmento, acabou ficando grande e o p\u00fablico entende que podemos fazer funk, eletr\u00f4nico, pisadinha. Eles adoram quando a gente se reinventa. \u00c9 isso, eu escolhi ser do popular e o popular n\u00e3o tem gracinha, n\u00e3o tem preconceito com nada. A gente \u00e9 de todo mundo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Cultura<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/cultura\/1801977\/dennis-dj-diz-que-escolheu-ser-popular-e-nao-se-prender-a-um-so-ritmo?utm_source=rss-cultura&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o gostar de funk, mas certamente j\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":10108,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-10107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10107\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}