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HUJM participa do projeto Endometriose Brasil

HUJM participa do projeto Endometriose Brasil
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Hospital Universitário Júlio Muller está recebendo treinamentos especializados com profissionais da Beneficência Portuguesa de São Paulo 

A endometriose é uma doença em que o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora do órgão, como nos ovários, tubas uterinas ou no intestino. Ela afeta cerca de 10% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  

Atento a esse cenário, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo, em parceria com Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Projeto Endometriose Brasil: Programa de aprimoramento profissional para diagnóstico e tratamento da doença. E o Hospital Universitário Júlio Muller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT/Ebserh) foi um dos selecionados para participar do projeto. 

Profissionais médicos e assistenciais do HUJM participaram de imersões durante dez dias na Beneficência Portuguesa, curso EAD (Educação à Distância) de 16 horas, tutorias cirúrgica e de imagem no próprio HUJM. 

O projeto é financiado com recursos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e conta com investimentos na ordem de R$10,7 milhões. 

Sintomas 

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a maioria das mulheres com endometriose não é diagnosticada, visto que não existe um teste único para avaliação, podendo levar anos para descobrir a doença. Sendo assim, o diagnóstico tardio da doença implica em sérias consequências, envolvendo a qualidade de vida da paciente, principalmente em relação ao comprometimento da fertilidade na idade reprodutiva. 

“A endometriose é uma doença crônica benigna, mas progressiva. Entre seus sintomas mais frequentes, destacam-se fortes dores pélvicas, fluxos menstruais intensos e infertilidade, embora entre 20 a 25% dos casos sejam assintomáticos”, explica a ginecologista e obstetra do HUJM, Giovana Fortunato. 

Causas 

Ainda não se sabe ao certo as causas da endometriose. Pesquisadores explicam que a doença pode ser causada das seguintes maneiras:   

* Fatores genéticos: a condição pode ser herdada nos genes;  

* Problemas no sistema imunológico: quando o sistema imunológico apresenta problemas, pode dificultar o encontro e destruição do tecido endometrial que cresce fora do útero;  

* Hormônios: o hormônio estrogênio parece promover a endometriose;  

* Problemas com o fluxo do período menstrual:  é a causa mais provável de endometriose. Parte do tecido eliminado durante o período flui através da trompa de Falópio para outras áreas do corpo, como a pelve.  

Tratamento 

“O tratamento deve ser individualizado, levando-se em conta sempre os sintomas da paciente e o impacto da doença e de seu tratamento sobre a sua qualidade de vida. Uma equipe multidisciplinar especializada deve ser, sempre que possível, envolvida, na tentativa de fornecer um tratamento capaz de abranger todos os aspectos biopsicossociais da paciente”, esclarece a Dra Giovana Fortunato.  

Se a doença for confirmada, a paciente deverá iniciar o tratamento, que poderá variar de acordo com o estádio da doença, podendo ser o bloqueio da menstruação com hormônios, cirurgia vídeo-laparoscópica e, se for necessário, realizar uma fertilização in vitro para gestar. O tratamento é definido pela associação do resultado dos exames, da idade, paridade e sintomas da mulher. 

Prevenção 

A prevenção mais efetiva para uma doença tão silenciosa é, antes de tudo, o acompanhamento preventivo com um médico, que pode ser feito nas consultas de rotina. Aconselha-se que mulheres em idade reprodutiva façam consultas anuais, em que exames preventivos de rotina são solicitados e analisados. 

“Somente esse hábito pode prevenir efetivamente a evolução e o desenvolvimento de doenças como a endometriose. Não é apenas a saúde física do sistema reprodutor feminino que é afetada pela endometriose. Especialmente os sintomas dolorosos e a infertilidade, consequências da doença, têm participação central no desenvolvimento de transtornos psicológicos, como a depressão e a ansiedade”, afirma a ginecologista e obstetra do HUJM. 

Projeto Endometriose Brasil 

Com o projeto Endometriose Brasil, o Ministério da Saúde visa qualificar os profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) para atuarem com Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), em todos os níveis de atenção à saúde, por meio de acompanhamento tutorial desde a triagem, diagnóstico e oferta de cuidado especializado, apoiando as estruturas de saúde locais para atendimento em saúde de forma universal, integral, descentralizada e resolutiva. 

A iniciativa prevê a criação de equipes habilitadas em diversas áreas geográficas do país para favorecer tanto a existência de assistência qualificada e capacitada para atender as demandas existentes, quanto a difusão de conhecimento e técnicas cirúrgicas, de forma a multiplicar o conhecimento em suas regiões de abrangência. 

Cerca de 300 profissionais já foram capacitados no projeto. Participam da ação os hospitais universitários da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), Universidade do Amazonas (HUGV-UFAM) e Universidade do Mato Grosso (HUJM-UFMT), além do Hospital Escola Assis Chateaubriand (CE) e Hospital da Mulher Maria Luisa Costa dos Santos (BA). 

Ambulatório do HUJM 

O HUJM tem um ambulatório especializado em atendimento das pacientes portadoras de endometriose, que funciona às quartas-feiras de manhã e de tarde. Para acessar o serviço é preciso buscar atendimento inicial em um posto de saúde ou Unidade Básica de Saúde, que encaminhará a paciente através do Sistema de Regulação. 

Sobre a Rede Ebserh 

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação. 

Por Rafael Tadashi Abe de Lima/Unidade de Relacionamento com a Imprensa e Informação Estratégica

Célio

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