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Descoberta: terapia revolucionária consegue esclerose múltipla

Descoberta: terapia revolucionária consegue esclerose múltipla
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Uma descoberta feita pela norte-americana Atara Biotherapeutics conseguiu reverter com sucesso a progressão da esclerose múltipla em cerca de 20 pacientes.

A técnica utiliza células T ligadas ao sistema imunológico. Apesar de se tratar de um estudo de pequena escala, os exames feitos ao cérebro indicam que a progressão da doença foi travada e em alguns dos casos foi mesmo revertida.

Após a terapia revolucionária, alguns pacientes reveleram caminhar sem dores. Os primeiros resultados foram apresentados em São Francisco, EUA, no último dia 22 de março, e são promissores.

Vírus

O foco do tratamento é o vírus de Epstein-Barr, tido por muitos como o potencial causador desta misteriosa doença incurável, sendo que na base estão células T retiradas de pessoas que foram capazes de combater o vírus.

A terapia consiste na injeção de pacientes com esclerose múltipla destas células T imunitárias. Foram, ao todo, 24 pacientes que se submeteram à terapia durante um ano.

Alguns dos participantes prolongaram a terapia, iniciada em 2017, por mais três anos.

O facto de ter existido alguma melhoria é, por si só, extraordinário, revelam os especialistas na doença. “Quando um paciente atinge um certo nível de incapacidade, é muito raro verificar-se uma reversão natural. Não é expectável, dado o histórico da doença, verificar-se qualquer tipo de melhoria sustentada”, revela ao “The Daily Mail” o neurologista Mark Freedman.

Apesar do entusiasmo, alguns investigadores têm criticado o estudo, seja pela sua reduzida dimensão, seja por outras questões técnicas. A empresa está atualmente na segunda fase de ensaios clínicos, num total de 80 participantes.

Com informações do NIT

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