Receita Federal arrecadou R$ 195 bilhões em abril, o maior valor dos últimos anos
O crescimento das arrecadações obtidas por meio de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) levou a Receita Federal a registrar o melhor desempenho arrecadatório desde o início da série histórica, em 1995, tanto para o mês de abril quanto para os primeiros quatro meses do ano.
De acordo com a análise divulgada pelo Ministério da Economia, a arrecadação total do órgão em abril de 2022 ficou ligeiramente acima de R$195 bilhões.
No quadrimestre acumulado (de janeiro a abril de 2022), a arrecadação alcançou o valor de R$743,2 bilhões, o que representa um acréscimo de 11,05% pelo IPCA.
As arrecadações com IPRJ e CSLL totalizaram R$48,104 bilhões em abril, valor que representa crescimento real de 21,53%. A Receita explica que esse desempenho se deve ao aumento de 36,11% da estimativa mensal; de 12,24% do balanço trimestral; e de 11,39% do lucro presumido.
A arrecadação da Receita Previdenciária ficou em R$42,6 bilhões. Resultado se deve pelo aumento da massa salarial por meio da criação de novos postos de trabalho e pelo bom desempenho do Simples Nacional em relação a abril de 2021.
Os principais fatores macroeconômicos que influenciaram os resultados de abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foram a produção industrial.
Nos primeiros quatro meses do ano, IPRJ e CSLL arrecadaram R$196,69 bilhões (crescimento real de 22,57%). Esse desempenho se deve aos acréscimos reais de 84,46% e de 19,19% da estimativa mensal.
A arrecadação via Receita Previdenciária nos quatro primeiros meses do ano ficou R$170,9 bilhões (acréscimo real de 4,77%), resultado que pode ser explicado pelo aumento da massa salarial decorrente de novos postos de trabalho, maior procura de primeiro emprego e pelo aumento real de 22% do Simples Nacional.
De janeiro a abril de 2022, o imposto obtido via rendimentos de capital (IRRF) arrecadou R$ 22,56 bilhões (acréscimo real de 46,49%), resultado obtido graças aos acréscimos nominais de 316% nos fundos de renda fixa; e de 125% com aplicações de rendas fixas.
Da Assessoria



