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Psicóloga é cassada após caso de falsa acusação de abuso sexual em MT

Psicóloga é cassada após caso de falsa acusação de abuso sexual em MT
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Geise Ramos Machado elaborou relatórios psicológicos fraudulentos contra advogado Alex Cardoso

O Conselho Regional de Psicologia da 18ª Região (CRP/MT) aplicou a penalidade máxima de cassação profissional à psicóloga Geise Ramos Machado, diante da elaboração de relatórios psicológicos utilizados em caso fraudulento de acusação de abuso sexual contra o advogado Alex Sandro Rodrigues Cardoso.

O caso, que ocorreu em Cuiabá, também foi arquivado pelo Poder Judiciário, após investigação da Delegacia da Infância da Comarca de Cuiabá. Posteriormente, a fraude também foi reconhecida em perícia realizada e na própria sentença que condenou a mãe e servidora pública, Jéssica Aparecida Scheremeta Guedes de Castro, pela prática de alienação parental, proferida pelo Juízo da Infância e Juventude da Comarca de Cuiabá.

O caso ganhou repercussão estadual e nacional nos últimos anos, chegando a ser compartilhado em redes sociais de figuras públicas e parlamentares, gerando dezenas de notícias e debates envolvendo falsas acusações, investigações criminais e diversos desdobramentos judiciais e administrativos tornados públicos desde o protocolo da investigação policial. A “fabricação” de laudos falsos com acusações graves desta psicóloga cassada, inclusive, não seria caso isolado.

Segundo o relatório técnico do CRP/MT, acompanhado por cerca de 15 psicólogos em duas comissões técnicas envolvidas, houve o reconhecimento do dolo e da possível prática de crimes cometidos pela psicóloga, agindo a pedido da mãe, com quem Alex Cardoso teve um breve relacionamento.

Também tramita perante a Polícia Judiciária Civil um inquérito destinado à apuração das responsabilidades criminais decorrentes dos fatos envolvendo a psicóloga, a mãe da criança e profissionais ligados ao contexto das acusações aviadas em processos judiciais.

A decisão administrativa do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso ainda está sujeita aos meios recursais cabíveis.

Da Assessoria

Célio