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O fenômeno dos “influenciadores de opinião”

O fenômeno dos “influenciadores de opinião”
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Nos últimos anos, a internet consolidou um novo tipo de protagonista no debate público: os “influenciadores de opinião”. Diferentes dos influenciadores de estilo de vida, que costumam focar em moda, beleza ou entretenimento, essa nova categoria se destaca por pautar conversas, ditar narrativas e exercer um papel quase jornalístico — muitas vezes sem ter qualquer formação na área. Seu alcance vai além de likes e compartilhamentos: eles moldam percepções sociais, influenciam decisões de compra e até impactam processos políticos e econômicos.

A ascensão do influenciador de opinião

O crescimento desse fenômeno está diretamente ligado à transformação do consumo de informação. Grande parte da população já não se informa exclusivamente por jornais ou TV. O público busca vozes autênticas, que falem em tom próximo e compreensível. Nesse cenário, os influenciadores de opinião ganharam força justamente por transmitirem a sensação de proximidade e imparcialidade, ainda que muitas vezes carregam fortes vieses pessoais.

Esses criadores se tornaram curadores da atenção. Com vídeos curtos, threads no Twitter/X, podcasts e lives, conseguem traduzir temas complexos em linguagem simples, apresentando-se como “mediadores” entre os fatos e a opinião pública. Isso explica por que jovens de 18 a 30 anos confiam mais em perfis digitais do que em veículos tradicionais.

Poder e responsabilidade

O impacto dos influenciadores de opinião não se limita ao entretenimento digital. Empresas, partidos políticos e até movimentos sociais perceberam a força dessas vozes e passaram a utilizá-las como canais estratégicos de comunicação. Ao apoiar ou criticar determinadas pautas, esses criadores conseguem movimentar multidões, impulsionar campanhas ou até provocar boicotes.

Contudo, junto com o poder vem a responsabilidade. Muitos deles não seguem critérios jornalísticos de apuração e, em busca de engajamento, podem disseminar desinformação. Isso gera debates sobre a necessidade de regulamentação e sobre até que ponto a liberdade de expressão pode coexistir com o combate às fake news.

O futuro desse movimento

O fenômeno tende a crescer ainda mais. Plataformas como TikTok e Instagram continuam favorecendo conteúdos opinativos que geram discussão, e o público mostra preferência por criadores que assumem posição clara, em vez de manter uma neutralidade distante. Em contrapartida, cresce também a cobrança por transparência: seguidores querem saber se uma opinião foi espontânea ou fruto de uma parceria paga.      Baixar video Instagram

Assim, os influenciadores de opinião caminham para ocupar um espaço híbrido, entre o formador de consciência coletiva e o agente de marketing digital. Seu maior desafio será equilibrar autenticidade, ética e relevância, em um cenário onde a atenção se tornou o recurso mais disputado da era digital.

Por Izabelly Mendes

Célio

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